Uma startup de Moscou anunciou, no final de 2025, o sucesso em testes de voo controlado de pombos com eletrodos implantados no cérebro. Segundo a empresa Neiry, as aves seguiram trajetos programados e retornaram à base após receber comandos elétricos via estimulador craniano.
Como funciona a tecnologia
O projeto, batizado de PJN-1, dispensa o adestramento convencional e adota procedimento neurocirúrgico. Em ambiente estereotáxico, cirurgiões inserem microeletrodos em áreas específicas do cérebro dos pombos. Esses eletrodos estão conectados a um pequeno estimulador preso à cabeça do animal, que emite impulsos capazes de induzir movimentos e manter a rota pré-definida.
Todo o sistema eletrônico – controlador, módulo de navegação por GPS e painéis solares – é acomodado em uma mochila leve acoplada às aves. Uma câmera posicionada no peito dos pombos registra imagens durante o voo, enquanto operadores em solo acompanham a posição em tempo real e emitem comandos remotos.
Vantagens em relação aos drones convencionais
De acordo com a Neiry, os pombos apresentam autonomia de voo maior, sem a necessidade de baterias volumosas, e conseguem operar em condições climáticas adversas que podem forçar o pouso de drones menores. Além disso, a silhueta natural das aves chama menos atenção em áreas com restrições ao uso de aeronaves não tripuladas.
O alcance diário dos pombos supera o de muitos drones de pequeno porte, reduzindo a necessidade de paradas para recarga e ampliando a cobertura em missões de inspeção de dutos, monitoramento de linhas de energia e buscas em terrenos de difícil acesso.
Expansão para outras espécies e aplicações
O fundador da Neiry, Alexander Panov, afirmou que a plataforma poderá ser adaptada para outras espécies, como corvos em regiões costeiras, gaivotas no mar aberto e albatrozes em áreas extensas. A empresa também destaca que a taxa de sobrevivência dos pombos chega a 100%, segundo seus relatórios internos, embora não haja até o momento verificação externa ou publicações científicas independentes.
Imagem: Divulgação
Debates éticos e científicos
Especialistas ressaltam a necessidade de revisão por pares e demonstrações públicas para validar os resultados. Embora a empresa enfatize usos civis, há especulações sobre possíveis aplicações em segurança e espionagem. O projeto reacende discussões sobre ética no controle remoto de animais, privacidade e responsabilidade em operações automatizadas.
Com potencial para agilizar ações de resgate e inspeções em locais perigosos, os “biodrones” de Neiry ainda aguardam cronograma de lançamento comercial e detalhes sobre regulamentação.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6