A escola de samba Mocidade Unida da Mooca faz sua estreia no Grupo Especial de São Paulo com um desfile que promete celebrar a história e a resistência da mulher negra. O enredo escolhido, “GÈLÈDÉS – Agbara Obinrin”, presta homenagem ao Geledés – Instituto da Mulher Negra, fundado por Sueli Carneiro, uma das principais figuras da luta antirracista e feminista no Brasil.

Para dar vida a essa narrativa, a agremiação traz para a avenida a força espiritual e cultural das sociedades femininas iorubás, especialmente do Geledé, originário das tradições de Efé, na Nigéria. Em cena, a Mocidade une elementos de ancestralidade, religiosidade e transformações sociais, destacando o papel criativo e protetor do feminino sagrado dentro da cultura afro-brasileira.

Ritual de silêncio e poder das Yamis

O samba-enredo abre com um momento de silêncio ritualístico, uma referência à “noite de Efé” que simboliza respeito e reverência às entidades femininas conhecidas como Yamis. Essas Yamis são retratadas como guardiãs de um legado espiritual que atravessa gerações, reforçando o objetivo da escola de ressaltar a construção coletiva e a força da mulher negra ao longo da história.

Ao posicionar o feminino sagrado como eixo central, a Mocidade Unida da Mooca propõe um espetáculo que valoriza não apenas o entretenimento, mas também a memória e a importância de instituições como o Geledés, que atuam na promoção de direitos e na visibilidade da mulher negra em diferentes esferas da sociedade.

Ficha técnica

Enredo: Gèlèdés – Agbara Obinrin
Carnavalesco: Renan Ribeiro
Diretor de Carnaval: Raimundo Mercadoria, Vitor Gabriel, Fábio Carromeu e Diego Falanga
Intérpretes: Ste Oliveira, Emerson Dias e Gui Cruz
Mestre de Bateria: Dennys Silva
Rainha da Bateria: Valeska Reis
Mestre-sala e Porta-bandeira: Jefferson Gomes e Karina Zamparolli
Comissão de Frente: Sabrina Cassimiro

Mocidade Unida da Mooca estreia no Grupo Especial de SP homenageando Sueli Carneiro

Imagem: Divulgação

A Mocidade Unida da Mooca promete emocionar o público e reforçar a importância das raízes africanas na construção cultural do Brasil, destacando Sueli Carneiro como símbolo de coragem e transformação.

Com informações de Ofuxico