Em depoimento prestado nos Estados Unidos, o diretor-executivo do Instagram, Adam Mosseri, defendeu que o uso prolongado da rede social não beira à dependência clínica. Questionado sobre relatos de acesso à plataforma por até 16 horas em um único dia, o executivo afirmou tratar-se de “uso problemático” e não de vício.
A audiência faz parte de uma ação movida por uma jovem identificada pelas iniciais K.G.M., que acusa a Meta — controladora do Instagram e do Facebook —, TikTok, Snapchat e YouTube de projetarem interfaces capazes de gerar dependência em usuários, especialmente adolescentes. Ao mencionar o período máximo de 16 horas de navegação registrado pela autora, Mosseri ressaltou a diferença entre comportamento “problemático” e “dependência diagnosticada clinicamente”.
“É fundamental separar vício clínico de uso intensivo”, afirmou o CEO, ao comparar sua própria maratona noturna em um seriado da Netflix com um quadro médico de dependência. Mosseri ainda destacou não ser especialista em tratamentos de vício e disse desconhecer que K.G.M. teria apresentado cerca de 300 denúncias de bullying dentro do Instagram sem obter retorno da plataforma.
Na ocasião, o executivo reconheceu que o Instagram já alterou seu regulamento sobre filtros de beleza, que modificam traços físicos dos usuários. Esse recurso, antes considerado problemático por incentivar padrões estéticos, chegou a ser banido temporariamente, mas acabou liberado novamente.
Processo contra plataformas
A ação movida por K.G.M. deve se estender por algumas semanas e contará com depoimentos de outras autoridades do setor, como Mark Zuckerberg, CEO da Meta, e Neil Mohan, executivo do YouTube. Snapchat e TikTok foram citados no processo, mas ficaram de fora do julgamento após fecharem acordo com a denunciante.
Imagem: Ap
As empresas veem o caso como um marco jurídico nos Estados Unidos, pois desafia diretamente o design de interfaces e o modelo de negócios das redes sociais. O desfecho pode estabelecer precedentes para futuras ações semelhantes.
Ao evitar o termo “vício”, Mosseri buscou não admitir, enquanto líder do Instagram, que o aplicativo possa causar danos à saúde mental de seus usuários mais jovens.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6