TRANSMISSÃO: Record

Desenvolvido pela The Game Bakers, Cairn é um título de escalada que combina elementos de sobrevivência e gerenciamento para oferecer uma experiência desafiadora e envolvente. Após mais de oito horas de jogo na subida do Monte Kami, controlando a alpinista profissional Aava, o review aponta o jogo como uma das melhores traduções de escalada para videogames, equilibrando dificuldade e diversão.

O que é e como funciona

No centro da proposta está a mecânica de controlar membros separadamente — braços e pernas — com atenção à distribuição de peso, aderência e pontos de apoio. Aava pode perder força ou estabilidade dependendo da posição, o que pode levar a quedas ou, em alturas maiores, à morte. É preciso descansar, posicionar pítons, usar cordas e recorrer ao Climbot, um assistente robô que auxilia na recuperação de equipamentos, na produção de magnésio para melhorar a aderência e na comunicação entre personagens.

Sistemas de sobrevivência e exploração

Cairn inclui gerenciamento de fome, sede, saúde e temperatura. Itens coletados — de alimentos simples a ervas medicinais — podem ser combinados em receitas que restauram barras e concedem bônus temporários. A mochila de Aava tem espaço físico limitado, transformando a organização do inventário em uma espécie de quebra-cabeça, semelhante ao sistema de Resident Evil 4, segundo o review.

A exploração é incentivada: além da subida vertical, há cavernas, festas secretas, apiários e vestígios de uma civilização montanhosa que enriquecem a narrativa e oferecem recursos, mas também aumentam o risco. O ciclo de dia e noite e o clima influenciam diretamente a escalada — chuva reduz a temperatura e a visibilidade noturna complica encontrar apoios, mesmo com iluminação da personagem.

Visual e interface

Os gráficos em cel-shading são apontados como acerto técnico, auxiliando na leitura dos ambientes e contribuindo para a longevidade estética do jogo. As paisagens servem como recompensa visual após trechos difíceis, incluindo vistas sob um céu estrelado. A interface do jogo é destacada como clara e bem ajustada para lidar com a variedade de ferramentas e ações disponíveis, especialmente na versão para PlayStation 5.

Imagem: Divulgação/The Game Bakers

Limitações e problemas

O review lista problemas pontuais: colisões imprecisas que fazem membros de Aava atravessarem paredes, transições nem sempre corretas entre os modos de escalada e caminhada, e quedas que podem soar injustas em determinadas situações. Em alguns trechos, saltos para sair da escalada resultaram em recuos bruscos e quedas inesperadas.





Disponibilidade

O título oferece uma demo no PC e no PlayStation 5 que permite experimentar o núcleo do gameplay — o controle dos quatro membros da protagonista — antes da compra. O review ressalta que, apesar dos elementos de sobrevivência poderem afastar alguns jogadores, Cairn entrega uma proposta técnica e recompensadora para quem busca profundidade na mecânica de escalada.

Com informações de Canaltech