O governo do Estado de São Paulo comunicou, nesta segunda-feira (23), que adiantou o cronograma de entrega de 1,3 milhão de doses da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan ao Ministério da Saúde. A informação foi anunciada pelo governador Tarcísio de Freitas durante a cerimônia de comemoração dos 125 anos do instituto.
Segundo o governo, a previsão original apontava para o segundo semestre deste ano, mas a remessa foi antecipada. Até o fim de fevereiro serão encaminhadas 200 mil doses da Butantan-DV ao Ministério da Saúde; o restante do lote deverá ser distribuído ao longo dos meses seguintes.
A Butantan-DV é considerada a única vacina contra a dengue em desenvolvimento no mundo que é administrada em dose única, e ainda não está liberada para a população geral. Atualmente, a cidade de Botucatu (SP) participa de um estudo que avalia a aplicação do imunizante em moradores locais, e a expectativa é ampliar a vacinação após a conclusão das etapas regulatórias.
Durante o evento, o governador afirmou que a intenção é transformar o Butantan em um grande centro de biotecnologia na região e ampliar sua capacidade de produção. Na mesma ocasião, foram anunciados novos aportes para expansão do instituto, entre eles a doação de um terreno de 46 mil m² no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste da capital, com o objetivo de aumentar a capacidade produtiva e consolidar o Butantan como um polo de biotecnologia na América Latina.
Campanha de vacinação contra a dengue
No início de fevereiro, o governo paulista iniciou a campanha de vacinação com a Butantan-DV em todos os 645 municípios do Estado. O imunizante foi aprovado pela Anvisa para pessoas entre 12 e 59 anos e, segundo estudos, apresenta eficácia próxima de 75% contra casos gerais da doença, acima de 91% contra casos graves e 100% na prevenção de hospitalizações.
Na primeira fase da campanha a vacina foi destinada a profissionais da Atenção Primária à Saúde da rede municipal. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) enviou 99 mil doses ao Estado, que estima imunizar cerca de 216 mil trabalhadores da atenção básica, entre médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e agentes de endemias.
Até 5 de fevereiro, o governo estadual registrou 4.647 casos de dengue e um óbito. No acumulado de 2025, foram confirmados 882.884 casos e 1.124 mortes no território paulista, segundo dados do Executivo.
Imagem: Divulgação
A distribuição das doses às prefeituras foi coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde em articulação com os Grupos de Vigilância Epidemiológica (GVEs), o Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-SP) e o Ministério da Saúde, observando critérios técnicos e a capacidade operacional de cada região. O governo afirma que a tecnologia da Butantan-DV possibilita imunização mais rápida, redução de custos e simplificação logística em campanhas de grande alcance, diferenciando-se de vacinas que exigem duas doses.
Estudos e segurança
A aplicação em Botucatu foi escolhida pela estrutura da rede de saúde local, experiência em campanhas em larga escala e pela circulação recente do sorotipo DENV-3. Produzida em São Paulo, a vacina reúne os quatro sorotipos do vírus e demonstrou segurança e eficácia tanto em indivíduos previamente infectados quanto naqueles sem contato anterior com a dengue.
As reações mais frequentes foram leves a moderadas, como dor e vermelhidão no local da aplicação, cefaleia e fadiga. Eventos adversos graves foram raros e os casos relatados evoluíram para recuperação. Para ampliar a faixa etária elegível, o Instituto Butantan começou a recrutar voluntários de 60 a 79 anos para ensaios clínicos em quatro centros de pesquisa localizados em Porto Alegre (RS), Pelotas (RS) e Curitiba (PR).
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6