Uma solução de mobiliário urbano equipada com sistemas biológicos e eletrônicos promete reduzir poluentes e aliviar o calor em áreas densamente edificadas. Esse tipo de banco de praça integra musgos, filtragem e ventilação forçada para purificar o ar e, segundo estudos e aplicações comerciais, pode equivaler ao efeito de centenas de árvores jovens em ambientes urbanos.
Como funciona
Conforme levantamento publicado na Springer Nature, os bancos utilizam espécies de musgo e filtros especializados que capturam dióxido de carbono e partículas finas. Um sistema de ventilação interno direciona o ar poluído através de camadas biológicas onde a fotossíntese ocorre de forma intensificada, aumentando a eficiência da limpeza atmosférica.
Os musgos escolhidos apresentam área foliar superior à de árvores jovens, o que potencializa a retenção de poeira e óxidos de nitrogênio. Além disso, os bancos incorporam sensores conectados por IoT que monitoram a qualidade do ar em tempo real e ajustam a irrigação, enquanto painéis fotovoltaicos fornecem energia para ventiladores e componentes inteligentes.
Benefícios para centros urbanos
Na prática, a presença desses bancos cria bolsões de ar com menor concentração de poluentes nas imediações, oferecendo zonas de respiração mais seguras para pedestres e ciclistas. A evaporação da água no sistema de musgos também contribui para o resfriamento do microclima, com redução de temperatura de até 4°C no entorno imediato.
O mobiliário costuma incluir ainda design ergonômico e pontos de recarga para dispositivos, reunindo funções de conforto e mitigação ambiental em um único equipamento.
Desempenho técnico
Dados comparativos apresentados pelo projeto indicam capacidades como captura de cerca de 250 g de poeira por ano por filtro de musgo, área de cobertura de até 50 metros e redução de CO2 estimada em 240 toneladas/ano, atuando principalmente no microclima local.
Imagem: Divulgação
Onde são mais eficazes e adoção
Esses bancos tendem a apresentar melhores resultados em locais com grande fluxo veicular e escassez de vegetação, como avenidas movimentadas, terminais de ônibus e praças com pouca arborização. A coleta de dados pelos sensores também permite aos gestores públicos identificar horários e pontos de maior poluição, servindo como referência para planejamento urbano.
Modelos semelhantes já operam em diversas cidades, sendo o CityTree — desenvolvido pela empresa alemã Green City Solutions — um exemplo conhecido que combina musgo, ventilação forçada e sensores inteligentes. No Brasil, entretanto, não há registros públicos amplamente confirmados de CityTrees em operação permanente; algumas capitais estudam iniciativas parecidas em parceria com universidades e startups de biotecnologia.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6