Um código malicioso direcionado ao WhatsApp está sendo comercializado em um fórum da dark web por cerca de R$ 160, valor equivalente a US$ 30. Plataformas de inteligência de ameaças identificaram a oferta, cuja divulgação foi atribuída à Dark Web Informer, grupo que monitora atividades em fóruns subterrâneos.

De acordo com o anúncio, o script teria capacidade para derrubar o aplicativo em aparelhos Android e, em iPhones com iOS, travar especificamente as conversas em grupo, deixando esse recurso inacessível para a vítima.

Acesso facilitado e barreira técnica reduzida

O preço reduzido da ferramenta é apontado como fator que amplia o alcance do ataque: quando um malware é barato, ele se torna acessível a usuários sem formação técnica. Além disso, o pacote pode ser executado diretamente em um celular Android por meio do Termux, aplicativo que simula um ambiente Linux com terminal de linha de comando dentro do próprio smartphone.

Segundo a divulgação, essa possibilidade elimina a necessidade de alugar um servidor remoto (VPS) para operações mais sofisticadas. Com isso, o invasor precisaria apenas do próprio aparelho para ativar o código, sem infraestrutura adicional.

Funcionalidades descritas no anúncio

Além de causar panes no app, o material à venda incluiria recursos denominados “call bombing” e “video call bombing”, técnicas que inundam o dispositivo alvo com chamadas de voz ou vídeo via WhatsApp. O volume contínuo de notificações e solicitações de conexão tornaria o aparelho praticamente inutilizável durante o ataque.

O método configurado pelo vendedor é classificado como uma variação de ataque de Negação de Serviço (D0S), cujo objetivo é impedir o uso normal do serviço em vez de invadir diretamente o sistema. O anúncio também cita uma função chamada “pair spam”, mas não detalha como ela opera.

Imagem: Divulgação

Alcance multiplataforma preocupa

Um dos pontos destacados pelas fontes é a capacidade do exploit funcionar tanto em Android quanto em iOS. Essa característica sugere que a vulnerabilidade explorada pode estar na camada do próprio aplicativo WhatsApp, independentemente do sistema operacional, o que aumentaria o número potencial de vítimas.

Até o momento desta publicação, o WhatsApp não havia se manifestado publicamente sobre a oferta do script.





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Com informações de Tecmundo