Mulheres na gestão esportiva: presença cresce, poder decisório ainda é desafio
Em artigo publicado em 3/3/2026, no Mês da Mulher, Grazzi Favarato destaca que ampliar a presença feminina na alta gestão do esporte não é apenas questão de representatividade, mas uma demanda estratégica para a maturidade e a sustentabilidade do mercado esportivo.
Quem: Mulheres que atuam na gestão esportiva e profissionais formadas em Educação Física.
O que: A ocupação de espaços de liderança no setor esportivo, que influencia governança, visão de longo prazo, competitividade e decisões sobre investimentos.
Quando: Discussão atual, com histórico que remonta ao processo de conquista de direitos — primeiro participação, depois competição e, por fim, o direito de decidir.
Onde: Em academias, clubes, centros esportivos, conselhos, diretorias executivas, comitês estratégicos e espaços de planejamento do mercado fitness e esportivo.
Como: Segundo o texto, apesar do aumento da presença feminina nos cursos de Educação Física e em funções operacionais — como professoras, treinadoras e coordenadoras — essa formação nem sempre se traduz em acesso proporcional ao poder decisório. Fatores como redes de relacionamento, critérios informais de promoção e modelos de liderança historicamente masculinos limitaram a ascensão a cargos estratégicos.
Por que: A autora argumenta que diversidade na liderança amplia repertório, reduz pontos cegos e melhora a conexão com públicos diversos, tornando-se vantagem competitiva. Para o setor amadurecer, é preciso que organizações deliberem ampliar a presença feminina em instâncias que definem metas, prioridades e alocação de recursos.
O texto aponta avanços: a liderança feminina virou pauta de governança, aparece em eventos e é tratada como indicador institucional. Há mais mulheres dirigindo academias, clubes e centros esportivos, e cresceu o empreendedorismo feminino no fitness, com estúdios especializados, consultorias e metodologias próprias. Ainda assim, ressalta-se um descompasso entre constar no organograma e ter influência nas decisões estratégicas.
Imagem: Divulgação
A autora defende medidas práticas para aumentar a presença e a influência feminina: programas de mentoria, capacitação em gestão, domínio de finanças, negociação e governança. Para profissionais de Educação Física, isso significa ampliar competências além da técnica esportiva e dominar a linguagem dos negócios.
Favarato afirma que ocupar espaços não deve ser apenas simbólico, mas implicar responsabilidade estratégica. A maturidade do esporte será medida também pela diversidade de suas lideranças; não se trata de substituir um modelo por outro, mas de ampliar o repertório estratégico do setor.
O texto lembra a disponibilidade do “Panorama Setorial Fitness Brasil – patrocínio de ABC Evo e Matrix Fitness” como material de referência para o setor.
Para gestores esportivos, a autora deixa a pergunta sobre promover competência e visão ou reproduzir padrões históricos. Segundo ela, a liderança feminina não pede permissão: se prepara, se posiciona e ocupa. Os espaços para decisão permanecem abertos, exigindo intenção, competência e visão estratégica para serem preenchidos.
Grazzi Favarato é gerente esportiva da associação Desportiva do Centro OLimpico – COTP; especialista na utilização de LPO como preparação física de atletas e no condicionamento físico e manutenção de saúde, treinadora de LPO nível nacional e docente na Academia Brasileira de Treinadores, do Instituto Olímpico Brasileiro (IBO) – Comitê Olímpico Brasileiro
Com informações de Fitnessbrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6