Horário: 7h20 (Brasília UTC-3)
Os mercados amanhecem de olho na divulgação da taxa de desemprego de janeiro no Brasil, programada para esta quinta-feira (5). A expectativa é de que o índice permaneça próximo das mínimas históricas, e investidores avaliam se o resultado pode influenciar a decisão do Banco Central sobre a taxa de juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para pouco mais de uma semana.
Ao mesmo tempo, a agenda econômica dos Estados Unidos ganha peso na formação de expectativas para o payroll, o relatório oficial de emprego americano, que sai na sexta-feira. Dados preliminares, como os pedidos semanais de seguro-desemprego, também são acompanhados ao longo do dia.
No mercado de commodities, o petróleo segue em alta: o Brent, referência global, registra avanço de cerca de 1,74% e é cotado a US$ 82,80 por barril no início da manhã. A escalada do preço do petróleo reacende preocupações sobre possíveis pressões inflacionárias.
Movimento nos mercados
Na madrugada, houve tom de cautela entre investidores, que monitoraram os desdobramentos no Oriente Médio e os efeitos potenciais sobre os preços de energia e a inflação. Às 7h20, os futuros das bolsas de Nova York mostravam leve variação: o S&P 500 futuro recuava 0,02% e o Nasdaq futuro avançava 0,01%. Na Europa, o Stoxx 600 subia 0,51%.
Na Ásia, as principais praças fecharam em alta: o Nikkei, de Tóquio, avançou 1,90%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,28%. O índice dólar (DXY) apresentava alta de 0,12%, aos 98,93 pontos, e os juros da Treasury de 10 anos avançavam para 4,113% ao ano.
Riscos e setores sob pressão
A intensificação das tensões no Oriente Médio permanece como o principal risco global, com impacto direto sobre o custo da energia. Com o petróleo em alta, ativos defensivos como o dólar e o ouro se valorizam, enquanto a volatilidade aumenta nas bolsas. No Brasil, a alta do barril coloca Petrobras e as chamadas “junior oils” novamente no foco dos investidores. Setores com alta dependência de combustíveis, como logística e companhias aéreas, podem enfrentar pressão de custos caso a alta se mantenha.
Imagem: Getty Images/Klaus Vedfelt
Notícias corporativas e agenda
No campo corporativo, a Raízen estuda recorrer a recuperação extrajudicial e buscar um aporte de cerca de R$ 4 bilhões para reforçar o caixa diante do crescimento do endividamento. Já o processo envolvendo a troca de controle da Braskem, apresentado ao Cade em 23 de dezembro, tem enfrentado demora na análise; essa lentidão pode comprometer o acordo entre IG4 e Petrobras e afetar a situação financeira da petroquímica.
Agenda do dia (horários locais): 09:00 — taxa de desemprego (jan) no Brasil; 09:30 — pedidos semanais de seguro-desemprego nos EUA; 12:00 — discurso de dirigente do Federal Reserve; 15:00 — balança comercial do Brasil referente a fevereiro; 15:00 — estoques semanais de petróleo nos EUA. Ao longo do dia, o mercado segue atento a novos desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio.
O dia se desenrola com atenção aos números de emprego no Brasil e nos EUA, ao desempenho do petróleo e às reuniões e discursos de autoridades monetárias, fatores que devem pautar a formação de expectativa sobre inflação e juros nas próximas semanas.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6