A Samsung e outras fabricantes de memória deverão elevar substancialmente os preços dos chips NAND nos próximos meses, o que pode resultar em forte alta no custo dos SSDs no mercado global. O site sul-coreano Sedaily relatou que a Samsung pretende aumentar em 100% o valor dos chips NAND já no próximo trimestre, o que seria o segundo ajuste em larga escala seguido pela empresa.
Fontes do setor afirmam que o poder de negociação das fabricantes de memória cresceu significativamente. Segundo um alto executivo da indústria de semicondutores, os consumidores “não terão outra opção a não ser aceitar os preços oferecidos pela Samsung Electronics”.
Além da Samsung, outras produtoras de NAND como SK Hynix e Kioxia tendem a acompanhar os reajustes e adotar patamares de preço semelhantes. A Samsung já havia elevado esses preços em 100% nos últimos três meses; com mais esse aumento previsto, o total acumulado alcançaria 200% no próximo trimestre.
Preço de NAND subiu de forma acelerada
Dados da empresa de pesquisa DRAMeXchange indicam que o preço médio de contrato para chips NAND MLC de 128 GB ficou em US$ 12,67 (R$ 67) em fevereiro. Esse valor representa um aumento de 33% em relação a janeiro e corresponde a uma alta de 452% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Entre os motivos citados para a escalada de preços estão a maior demanda por memórias em data centers, a adoção em larga escala de SSDs para armazenar fluxos de trabalho mais complexos nesses ambientes e dificuldades das fabricantes em equilibrar a produção entre SSDs e módulos de RAM nas linhas de produção. Também é apontado que os fornecedores estão ajustando tarifas para atender à forte procura por aceleradores de inteligência artificial.
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O impacto do novo ciclo de aumentos deverá atingir consumidores finais: a compra de SSDs pode se tornar inviável para uma parcela significativa da população, elevando os custos para montagem ou aquisição de desktops e notebooks destinados a estudo e trabalho básico. A consultoria Gartner estima que PCs mais baratos tendem a desaparecer das prateleiras até 2028 se a tendência de alta nos preços persistir.
As negociações e decisões finais das fabricantes ainda dependem de anúncios oficiais, mas os relatos apontam para um cenário de elevação expressiva nos valores dos componentes-chave para armazenamento em curto prazo.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6