HORÁRIO: 7h25 (Brasília UTC-3)

ESCALAÇÕES:

  • 11:00: Índice de expectativas de inflação — EUA. Sinal importante para o debate sobre juros do Fed.
  • Durante o dia: Reunião extraordinária do G7 sobre energia — possível anúncio sobre liberação de reservas estratégicas de petróleo.

Petróleo dispara e mercados amanhecem em queda

O preço do petróleo registrou forte alta nesta segunda-feira (9), ultrapassando a marca de US$ 100 por barril, depois de um salto que chegou a quase 13% em parte do pregão. A escalada do conflito envolvendo o Irã, com ataques a refinarias na região, aumentou o temor de danos à infraestrutura petrolífera e da possibilidade de interrupções de oferta de longa duração.

O movimento provocou reação negativa nos mercados globais. Às 7h25 (Brasília), os futuros de Wall Street apontavam para recuos: o S&P 500 futuro caía -1,02% e o Nasdaq futuro recuava -1,14%. Na Europa, o Stoxx 600 operava com queda de -1,78%.

Na Ásia, o impacto foi mais acentuado. O Nikkei chegou a despencar mais de 6% durante o pregão e fechou em baixa de -5,20%. O Hang Seng de Hong Kong encerrou o dia em queda de -1,35%.

Os principais indicadores de commodities e câmbio também refletiram o cenário: o índice dólar (DXY) avançava +0,33%, a 99,34 pontos. O Brent registrou alta de +12,68%, negociado a US$ 104,46 o barril, enquanto o WTI subiu +11,90%, cotado a US$ 101,93 o barril. A taxa do Treasury de 10 anos estava em 4,179% ao ano.

Fatores e desdobramentos

A elevação dos preços foi atribuída, em parte, ao bloqueio no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, o que ampliou o receio de interrupções na oferta. Em momentos do fim de semana, o Brent chegou a se aproximar de US$ 120 antes de ceder parte da alta.

Em resposta à movimentação, ministros do G7 debatem a possibilidade de liberar reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a alta dos preços e reduzir efeitos inflacionários. No calendário econômico, às 11h está previsto o índice de expectativas de inflação dos EUA, dado relevante para o debate sobre a política de juros do Federal Reserve.

Imagem: Divulgação

Impactos setoriais e corporativos

Setores sensíveis ao preço da energia e a custos de financiamento foram citados como vulneráveis à escalada. No Brasil, a Petrobras voltou ao centro das atenções com a alta do petróleo. Companhias aéreas também foram apontadas como pressionadas pelo salto no preço do combustível de aviação.

No campo corporativo, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a operação em que a gestora IG4 assumirá o controle da Braskem; há prazo de 15 dias para manifestações, e, se não houver contestações, a transação será confirmada.

No âmbito doméstico, analistas destacaram que a alta do petróleo tende a pressionar expectativas inflacionárias no Brasil, fator que pode influenciar as decisões do Banco Central.

Agenda do dia inclui: 08:25 Relatório Focus (BC), 09:00 Produção industrial da Alemanha, 11:00 Índice de expectativas de inflação dos EUA, e reunião extraordinária do G7 sobre energia durante o dia.

As informações sobre cotações, percentuais e horários referem-se ao acompanhamento do mercado no início do pregão desta segunda-feira e aos desdobramentos registrados no fim de semana.

Com informações de Investnews