Um segmento em expansão da indústria de bem-estar e longevidade, a terapia com peptídeos tem ganhado popularidade nos últimos anos, sobretudo em clínicas especializadas nos Estados Unidos, e passou a atrair celebridades e influenciadores, ampliando a procura global por esse tipo de tratamento.

O que são e para que são usados: Peptídeos são pequenas cadeias de aminoácidos utilizadas em protocolos que, segundo promotores do tratamento, visam rejuvenescimento da pele, redução de gordura corporal, aumento de massa muscular e recuperação acelerada após esforço ou lesões.

Quem adota a prática: A técnica ganhou visibilidade após menções públicas de nomes como Jennifer Aniston, Gwyneth Paltrow, Joe Rogan, Khloé Kardashian e Hailey Bieber, o que ajudou a impulsionar a demanda.

Quanto custa: Em clínicas de longevidade, programas personalizados com peptídeos podem variar entre US$ 250 e US$ 600 por mês, dependendo do tipo de peptídeo e da dosagem. Há também frascos injetáveis comercializados online por valores entre US$ 300 e US$ 600 cada, e clínicas especializadas que cobram mensalidades mais altas para acompanhamento médico e aplicações.

Contexto de mercado: O avanço do setor está ligado à expansão da chamada economia da longevidade, que reúne intervenções focadas em desempenho físico, estética e envelhecimento saudável. Muitas clínicas combinam peptídeos com outras abordagens, como reposição hormonal, infusões intravenosas e protocolos de biohacking.

Riscos e regulação: Especialistas ouvidos pelo setor alertam que grande parte das aplicações ainda não conta com evidências científicas robustas. Alguns dos peptídeos ofertados em clínicas ou vendidos pela internet não têm aprovação regulatória para uso amplo, o que levanta dúvidas sobre segurança e qualidade das substâncias comercializadas.

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No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não autoriza a aplicação de peptídeos como terapia estética ou de longevidade; a agência permite apenas o uso de medicamentos com registro sanitário e indicação terapêutica comprovada.

Mesmo com questões regulatórias e falta de comprovação científica em muitas indicações, a procura pelos tratamentos segue alta, especialmente entre consumidores de maior poder aquisitivo e celebridades, que mantêm a visibilidade da prática.

Com informações de Portalin