O mercado de Exchange Traded Funds (ETFs) negociados na B3 atingiu pela primeira vez a marca de R$ 100 bilhões em estoque financeiro. De acordo com o boletim de produtos da bolsa brasileira, o segmento fechou fevereiro com R$ 107 bilhões em ativos sob gestão, alta de 9,1% ante os R$ 98 bilhões registrados no mês anterior.

No mês foram lançados 10 novos ETFs, elevando para 187 o número total de produtos listados na B3. A média diária de negociação (ADTV) também cresceu: ficou em R$ 2,17 bilhões, avanço de 14,2% em relação a janeiro, quando o indicador somou R$ 1,903 bilhão. O volume negociado acumulado no período atingiu R$ 39 bilhões.

Segundo Bianca Maria, gerente de Produtos de Cash Equities da B3, a expansão do mercado de ETFs reflete a combinação entre diversificação, eficiência e facilidade de acesso a diferentes estratégias. Ela destaca que entre os mais negociados aparecem fundos ligados ao índice Ibovespa B3, Small Caps e ouro, o que indica maior adesão dos investidores e diversidade de teses disponíveis.

No perfil dos participantes, investidores institucionais responderam por 45,6% do volume negociado em fevereiro, seguidos por não residentes, com 35,9%. Na posição em custódia, os institucionais concentram 57,6% do total, enquanto pessoas físicas já representam quase um terço do estoque, com 27,8% do valor.

Os ETFs mais negociados no mês foram BOVA11, SMAL11, BOVV11, GOLD11 e IVVB11, demonstrando tanto o interesse por índices domésticos e de menor capitalização quanto por exposição ao ouro e a ativos internacionais.

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O crescimento no número de listagens e na liquidez, segundo a B3, reforça a consolidação do segmento no mercado brasileiro e a ampliação das opções para investidores que buscam acesso a diversas estratégias por meio de produtos negociados em bolsa.

Com informações de Borainvestir.b3