O início da segunda-feira, 23 de março, foi marcado por um clima de apreensão nos mercados devido à escalada do conflito no Oriente Médio. Com trocas de ataques entre Irã e Israel, investidores repercutem as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que na noite de sábado (21) determinou um prazo de 48 horas para que o Irã liberasse totalmente o Estreito de Ormuz, ameaçando responder com ataques às instalações de energia iranianas.
Na declaração pública feita nas redes sociais, Trump afirmou que, caso o estreito não fosse liberado sem ameaças dentro do prazo estipulado, os Estados Unidos atacariam e destruiriam várias usinas de energia iranianas, começando pela maior delas. A menos de 48 horas do fim do prazo, porém, o presidente norte-americano flexibilizou a postura e anunciou uma suspensão dos ataques às usinas de energia por cinco dias, além de afirmar que os EUA estavam engajados em conversas produtivas com o Irã para buscar uma solução para o impasse.
Autoridades iranianas, por sua vez, negaram a existência de negociações e atribuíram a mudança de postura de Trump às ameaças de retaliação por parte do país. A divergência entre as versões contribuiu para elevar a incerteza nos mercados internacionais.
O preço do petróleo segue sendo afetado pela instabilidade, mantendo-se volátil e com o valor por barril acima dos US$ 100. Em reação ao clima de tensão, as bolsas asiáticas abriram em baixa, indicando que a sessão deve seguir pressionada.
Veja como foi o último fechamento do mercado
No fechamento da última sexta-feira (20), o Ibovespa B3 registrou forte recuo em meio à percepção de que o conflito no Oriente Médio pode se prolongar. O principal índice da bolsa brasileira caiu 2,25%, terminando o pregão em 176.219,40 pontos. Com esse desempenho, o Ibovespa reverteu os ganhos acumulados na semana e fechou o período com variação negativa de 0,91%.
Imagem: Pixabay
As movimentações no mercado doméstico e no exterior permanecem sensíveis às notícias sobre desenvolvimentos militares e diplomáticos na região, com os investidores acompanhando atentamente qualquer nova declaração ou sinal de avanço nas tentativas de solução.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6