Uma proposta em debate no Brasil prevê a criação do chamado “SUS do transporte”, um sistema nacional de mobilidade que garantiria ônibus gratuitos para a população, seguindo a lógica do Sistema Único de Saúde (SUS) de acesso universal sem cobrança direta no momento da utilização.

Como funcionaria

O projeto prevê a formação de um sistema integrado de mobilidade urbana financiado pela União, estados e municípios. A proposta inclui a criação de um fundo público específico para custear o transporte coletivo, abastecido por recursos como impostos, verbas do orçamento público e contribuições de empresas. Com isso, o custo do serviço deixaria de ser cobrado diretamente do usuário na hora da viagem.

Motivação

A iniciativa surgiu diante das dificuldades do modelo atual, que depende fortemente da tarifa paga pelos passageiros. A redução do número de usuários e o aumento dos custos têm pressionado operadores e gestores, levando especialistas e autoridades a defender mudanças estruturais. Estudos apontam sinais de esgotamento do modelo tarifado não só no Brasil, mas também em outros países.

Experiências existentes

Embora a gratuidade em nível nacional ainda não exista, cidades brasileiras já testam alternativas. Segundo reportagem, mais de 100 municípios implementaram algum tipo de transporte gratuito, seja de forma integral ou em dias específicos, com exemplos que vão desde ônibus gratuitos diariamente até gratuidade aos finais de semana. Essas experiências são citadas como parâmetros para avaliar viabilidade em contextos variados.

Benefícios previstos

Os defensores da proposta apontam potenciais impactos como maior acesso ao trabalho e à educação, redução do congestionamento, diminuição da poluição e incremento da circulação de pessoas na economia local. A ideia trata o transporte como um direito básico comparável a serviços como saúde e educação.

Imagem: Divulgação

Desafios para implementação

Entre os principais obstáculos estão o elevado custo de implantação e manutenção — estimativas mencionam valores que podem alcançar dezenas de bilhões de reais por ano — e a necessidade de aprovação no Congresso Nacional. O projeto também depende de estudos técnicos para definir o modelo de financiamento e a operacionalização entre esferas de governo.

Apesar do avanço do tema no debate público, o “SUS do transporte” ainda não foi implementado em âmbito nacional e permanece como proposta em discussão.

Com informações de Fatosdesconhecidos