A barragem do Rio São Bento, em Siderópolis (SC), abriga um lago de 450 hectares cuja formação inundou parte da cidade e manteve uma torre de igreja intacta a pedido das famílias da comunidade de São Pedro, desapropriadas por volta de 2000. A preservação da torre transformou o local em um cartão-postal inusitado no sul de Santa Catarina.

O reservatório foi criado com o propósito de enfrentar a crise hídrica associada à atividade de mineração de carvão na região. Após a construção da barragem, o espelho d’água passou a abastecer seis municípios, segundo os dados sobre o reservatório.

As famílias da comunidade de São Pedro foram desapropriadas por volta do ano 2000 para viabilizar a obra. Em razão de um pedido dessas famílias, a torre da igreja local foi mantida em pé quando a área foi inundada. Desde então, a imagem da estrutura emergindo no lago tornou-se referência visual e atração para quem visita a barragem.

A presença da torre no meio do lago chama a atenção por contrastar com a paisagem alagada e simboliza a memória da comunidade deslocada na sequência das desapropriações. O reservatório do Rio São Bento, com seus 450 hectares, cumpre função de abastecimento e é também visto como um ponto turístico por conta do aspecto singular da igreja preservada.

Autoridades e moradores envolvidos na desapropriação optaram pela manutenção da torre como forma de preservar um elemento significativo para a população que deixou a área. A construção da barragem e a subsequente formação do lago são resultados das medidas tomadas para tentar amenizar os efeitos da escassez de água provocada pela mineração de carvão na região.

Torre de igreja preservada em Siderópolis se destaca em lago criado pela barragem do Rio São Bento

Imagem: Divulgação

Atualmente, o lago resultante da barragem do Rio São Bento segue abastecendo seis municípios e mantendo a torre como marco visual que remete à antiga comunidade de São Pedro e às mudanças territoriais ocorridas por volta de 2000.





Com informações de Clickpetroleoegas