Montadoras retomam controles físicos por razões de segurança e usabilidade
Montadoras estão revertendo a tendência de painéis dominados por telas sensíveis ao toque e reintroduzindo botões físicos e comandos rotativos nos interiores de veículos, segundo reportagem da Forbes. A mudança ocorre depois que sistemas totalmente baseados em telas provaram ser pouco práticos e potencialmente distrativos para motoristas.
Telas únicas e lisas haviam sido promovidas como simplificação da operação do carro, concentrando clima, áudio, navegação, ajuste de bancos e até o porta-luvas em um só display. Exemplos citados incluem veículos como o Cadillac Escalade elétrico 2025. Na prática, entretanto, ações simples como ativar bancos aquecidos passaram a exigir navegação por menus, submenus e ícones pequenos, o que aumenta a distração ao volante.
Fabricantes agora justificam a volta dos controles físicos com argumentos de “usabilidade aprimorada”. Entre os motivos apontados está a obsolescência rápida do software — que requer atualizações e pode apresentar lentidão ou travamentos — enquanto botões mecânicos mantêm funcionamento consistente ao longo dos anos.
Outro argumento é a vantagem tátil: botões e seletores rotativos oferecem pontos de referência para os dedos. Com o tempo de uso, motoristas conseguem localizar controles por toque e ajustar volume ou temperatura sem desviar o olhar da estrada, algo que telas sensíveis ao toque não permitem, já que exigem observação visual para operar.
Segundo a matéria, várias marcas já estão promovendo essa reversão. A Volkswagen planeja incluir controles físicos para cinco funções principais — volume, climatização, ventilação, aquecimento dos bancos e pisca-alerta — em toda a sua linha futura. Hyundai e Kia, após testes com usuários que indicaram frustração no uso apenas por telas, voltaram a adotar botões rotativos e físicos em modelos como Santa Fe e Santa Cruz.
A Mercedes-Benz mantém o uso de telas grandes, mas reintroduziu controles físicos no volante e em funções essenciais, com reconhecimento interno de que botões podem ser mais eficazes. A Porsche também restaurou controles físicos para climatização, volume e modos de condução em seus interiores mais recentes após retorno dos clientes.
Imagem: Marin Tomas / Getty
A Audi está se afastando de “sliders capacitivos” em favor de interfaces mais táteis nas próximas gerações, citando como exemplo a futura linha e-tron. A Subaru retornou a botões giratórios e físicos em veículos como o mais recente Outback. Até a Ferrari, fabricante de supercarros, trouxe de volta comandos físicos para funções essenciais.
O movimento não é tratado como nostalgia, mas como uma resposta prática às limitações das telas sensíveis ao toque, buscando melhorar a experiência e a segurança do motorista.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6