O vazamento de parte do código-fonte do Claude Code, da Anthropic, revelou que a ferramenta inclui uma rotina para identificar palavrões, xingamentos e expressões de frustração nas mensagens dos usuários. A descoberta, feita a partir da análise dos arquivos expostos, indica que o sistema procura por termos e abreviações considerados ofensivos.
O achado foi destacado pelo engenheiro de IA Alex Kim, que examinou o trecho de código e apontou o uso de regex — expressões regulares — como método para localizar insultos e sinais de irritação nas conversas. Na prática, a técnica funciona como uma busca direta por padrões textuais, sem necessariamente interpretar o contexto em que as palavras aparecem.
O código contém configurações voltadas a identificar abreviações como “wtf”, insultos explícitos como “piece of shit” e termos associados a emoções negativas, por exemplo “awful”. Esses padrões são listados de forma a permitir uma varredura automática por palavras específicas.
Não há clareza sobre o propósito exato dessa detecção. Entre as hipóteses levantadas pelo próprio trecho vazado estão a medição do desempenho da IA a partir das reações dos usuários ou o ajuste das respostas do assistente para que soem mais empáticas em situações de tensão. O material exposto não apresenta uma declaração oficial da Anthropic sobre a finalidade da função.
Mais de 500 mil linhas de código vazadas
O incidente envolveu o vazamento de aproximadamente 512 mil linhas de código em TypeScript da versão 2.1.88 do Claude Code. Além das regras para detecção de linguagem ofensiva, os arquivos incluem referências a APIs utilizadas pela ferramenta, detalhes sobre a contagem de tokens e expressões de espera (waits) empregadas pelo assistente.
Imagem: Viviane França/Canaltech
O conjunto de arquivos trouxe ainda uma referência curiosa ao possível desenvolvimento de um “Tamagotchi” virtual descrito como um pet, com lançamento previsto para 1º de abril — item que pode representar uma brincadeira interna, já que não foi disponibilizado ao público.
As informações sobre a varredura por palavrões e os demais trechos do código foram obtidas a partir da análise dos arquivos vazados e tornaram públicas discussões sobre como a Anthropic trata sinais de frustração nas interações com o Claude Code.
Com informações de Canaltech

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6