Trazer um iPhone do Paraguai continua sendo uma alternativa para driblar os impostos brasileiros, mas a economia depende de custos adicionais como passagem e variação cambial. Avaliar preço do aparelho, custo da viagem até Foz do Iguaçu e regras de importação é essencial para decidir quando vale a pena comprar fora do país.
Preços praticados no Paraguai
Os valores no Paraguai variam conforme o modelo e o momento do ano. Em dólar, a faixa de preço média é:
- iPhone mais recente (linha atual): US$ 895 a US$ 1.000;
- iPhone do ano anterior: US$ 699 a US$ 780.
Com o dólar turismo cotado a R$ 5,50, isso corresponde aproximadamente a:
- iPhone recente: R$ 4.700 a R$ 5.500;
- iPhone anterior: R$ 3.600 a R$ 4.300.
No Brasil, modelos equivalentes podem custar quase o dobro, ultrapassando R$ 10 mil em versões Pro, e a economia estimada costuma variar de 20% a 40%.
Custo da viagem até Foz do Iguaçu
O acesso ao Paraguai se dá, majoritariamente, via Foz do Iguaçu (PR). Preços médios de passagens de ida e volta em baixa temporada:
- Curitiba: R$ 300 – R$ 600;
- São Paulo: R$ 500 – R$ 900;
- Rio de Janeiro: R$ 700 – R$ 1.200;
- Manaus: R$ 1.500 – R$ 2.500;
- Fortaleza: R$ 1.200 – R$ 2.000.
Isso indica que quem mora no Sul e Sudeste tende a ter passagem mais barata e, portanto, maior vantagem; já para residentes do Norte e Nordeste, o custo da viagem pode reduzir a economia.
Simulação de custo total (exemplo saindo de São Paulo)
Considerando dólar a R$ 5,50 e passagem SP–Foz por R$ 700, a estimativa é:
- Preço no Paraguai (iPhone recente): R$ 5.200; passagem: R$ 700; total estimado: R$ 5.900;
- Preço no Paraguai (iPhone anterior): R$ 4.000; passagem: R$ 700; total estimado: R$ 4.700.
Comparado com os valores praticados no Brasil, essa simulação aponta uma economia na faixa de R$ 2.000 a R$ 5.000, dependendo do modelo e da versão.
Imagem: Erick Teixeira/Canaltech
Melhores épocas para comprar
Fatores que melhoram a relação custo-benefício:
- Pós-lançamento (setembro a novembro): chegada da nova geração e queda de preços do modelo anterior;
- Baixa temporada (março a junho): passagens mais baratas, menor fluxo na fronteira e experiência de compra mais tranquila;
- Datas promocionais (Black Friday): descontos adicionais pontuais e estoque elevado.
Feriados e meses de férias (dezembro, janeiro e julho) costumam elevar o preço das passagens, reduzindo a vantagem da compra no exterior.
Regras de importação
A Receita Federal estabelece cota terrestre de US$ 500; acima desse valor incide imposto de 50% sobre o excedente. Uma prática comum é entrar no país com o aparelho fora da caixa e em uso para caracterizá-lo como bem de uso pessoal, o que costuma evitar a soma ao total de compras, embora não seja garantia absoluta e dependa da ausência de indícios de revenda.
Vale a pena?
Na maioria dos casos a compra é vantajosa, especialmente para quem reside próximo a Foz do Iguaçu, já que a economia tende a ser maior em aparelhos mais caros. Para quem necessita viajar longas distâncias, o custo da passagem pode reduzir a diferença em relação aos preços brasileiros. A combinação mais favorecida é comprar logo após o lançamento de uma nova geração (setembro a novembro) e, se possível, aproveitar a baixa temporada.
Com informações de Canaltech

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6