TRANSMISSÃO: Record
Startup antecipa recebíveis para reduzir risco de calote entre operadores e fornecedores
A Book2Pay, empresa recém-criada no setor de turismo, propõe uma mudança no fluxo financeiro entre operadoras, agências e prestadores de serviços com o objetivo de reduzir os efeitos das crises que já levaram grandes nomes do mercado à falência.
Operadoras atuam como ponte entre agências de viagens e fornecedores — hotéis, companhias aéreas, parques, locadoras e restaurantes —, recebendo pedidos dos agentes e mantendo os contratos com os prestadores. Tradicionalmente, o pagamento aos fornecedores ocorresse após o uso do serviço, o que deixou o segmento vulnerável a oscilações econômicas.
No meio da década de 2010, a alta do dólar e a crise financeira pressionaram a demanda e precipitaram quebras de empresas como a Marsans, ligada ao doleiro Alberto Youssef, e a Nascimento Turismo, então a segunda maior do país. Em 2025, a ViagensPromo também entrou em insolvência com dívidas milionárias, evidenciando a fragilidade do modelo vigente.
Fábio Bordin, CEO da Book2Pay e com 30 anos de experiência no setor, afirma que crises econômicas periódicas fazem operadoras encerrarem atividades, deixando clientes sem viagens e fornecedores e agências sem receber. Para enfrentar esse cenário, a Book2Pay antecipa recebíveis por meio de um acordo com um banco adquirente, pagando fornecedores assim que os recursos entram na conta, seja por antecipação ou por pagamento à vista pelo consumidor.
Segundo Bordin, o mercado convencional já reduziu prazos em alguns segmentos — as companhias aéreas, por exemplo, passam a receber entre 14 e 17 dias —, mas muitos hotéis e prestadores continuam a receber apenas após o check-out. Em resposta, alguns fornecedores já exigem pagamentos antecipados; resorts, por exemplo, pediram que pacotes de Natal e Ano Novo fossem quitados até setembro.
Imagem: Divulgação
O modelo da Book2Pay prioriza vendas à vista — cartão com liquidação, pix ou dinheiro — para evitar custo de antecipação. Quando há antecipação por meio do banco, a empresa utiliza os recursos para quitar os fornecedores de imediato. As demais despesas operacionais, como publicidade, ativações e eventos, são cobridas pela margem da empresa, que gira em torno de 10%.
A startup mira alcançar 10% de participação no mercado, com foco em clientes que buscam maior segurança no recebimento dos serviços contratados. Bordin afirma ainda que operadores já estabelecidos enfrentam dificuldades para alterar o modelo de operação, mas acredita que o setor deverá migrar gradualmente para formas que reduzam o risco de inadimplência.
A notícia segue com as informações acima até o esgotamento dos dados disponíveis.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6