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A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,4 bilhões em março, queda de 17,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo foi de US$ 7,7 bilhões. Apesar disso, as exportações alcançaram um novo patamar para março, totalizando US$ 31,6 bilhões, elevação de 10%.

O comércio exterior do mês movimentou, na soma de exportações e importações, US$ 56,8 bilhões, aumento de 14,3% sobre o período anterior. A redução do saldo foi atribuída ao crescimento mais acelerado das importações, que superaram o ritmo das vendas externas.

Entre os motivos do avanço das compras externas, o segmento de Bens de Consumo se destacou, com alta de 54,4% no valor importado. No grupo, as aquisições de veículos de passageiros somaram US$ 1,12 bilhão, expansão de 204,2% em relação a março de 2025. As importações de medicamentos registraram crescimento de 72,2%, totalizando US$ 1,04 bilhão.

O dado mensal ficou abaixo da projeção de economistas consultados pela Reuters, que esperavam um superávit de US$ 7,350 bilhões. O ministério revisou suas estimativas para 2026, prevendo agora exportações de US$ 364,2 bilhões, acima da banda estimada em janeiro, de US$ 340 bilhões a US$ 380 bilhões. Para as importações, a nova previsão é de US$ 292,1 bilhões, contra intervalo anterior de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões.

Com o ajuste para importações, a previsão de saldo comercial para o ano caiu para US$ 72,1 bilhões, frente à estimativa anterior de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões.

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No front das exportações, a Indústria Extrativa impulsionou o crescimento, com alta de 36,4% em valor. O principal destaque foi o petróleo bruto, cujas vendas externas subiram 70,4%, alcançando US$ 4,77 bilhões.

A Agropecuária registrou desempenho mais tímido, com avanço de 1,1%. A soja manteve-se como o produto mais exportado, somando US$ 5,91 bilhões em março. Em sentido contrário, o café não torrado sofreu queda de 30,5%, com faturamento de US$ 998 milhões ante US$ 1,43 bilhão no mesmo mês do ano anterior.

Os números refletem o resultado registrado no mês, sem análise adicional.

Com informações de Borainvestir.b3