TRANSMISSÃO: Record
A tripulação da missão Artemis II da NASA, formada por quatro astronautas, aterrissou no Oceano Pacífico na sexta-feira (10), marcando o retorno humano à Lua após mais de cinco décadas. A cápsula Orion amerissou próxima à costa da Califórnia pouco depois das 17h, horário local, e a agência informou que os tripulantes passam bem.
A cápsula tripulada Orion, fabricada pela Lockheed Martin, atravessou a atmosfera em uma reentrada intensa antes de descer sob paraquedas até a água. Rob Navias, porta-voz de operações do Centro Espacial Johnson, descreveu a amerissagem como “perfeita” e alinhada ao objetivo de recuperação da cápsula batizada Integrity.
Ao longo de dez dias de missão, iniciada com o lançamento do foguete Space Launch System em 1º de abril — veículo construído pela Boeing — a Artemis II completou uma volta ao redor da Lua, percorreu 694.481 milhas (1,1 milhão de quilômetros) e estabeleceu novos recordes de distância para voos espaciais tripulados, além de registrar imagens inéditas, como um eclipse observado durante a viagem.
No momento da amerissagem, embarcações da Marinha dos EUA cercaram a Orion; a equipe de recuperação usou uma grande balsa inflável conhecida como “front porch” para acessar a cápsula. Os quatro astronautas — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen — foram retirados cerca de uma hora e meia após o pouso e levados a um navio de recuperação para exames médicos antes de seguirem para suas famílias.
Durante as operações na água, a equipe enfrentou dificuldades pontuais nas comunicações via telefone satelital entre os tripulantes e os socorristas. Ainda assim, Navias afirmou que a reentrada e a amerissagem foram exemplares para a missão e confirmou o retorno seguro da tripulação.
Desempenho da cápsula e problemas identificados
Na reentrada, a Orion suportou a formação de plasma na superfície e temperaturas próximas de 5.000°F (2.760°C), atingindo velocidade de cerca de 25.000 milhas por hora. O comportamento do escudo térmico era observado com atenção: críticas anteriores ao projeto surgiram após a missão Artemis I (2022), quando fragmentos maiores que o previsto se soltaram do revestimento térmico.
A NASA optou por manter o design do escudo na Artemis II, mas mudou a trajetória de reentrada para reduzir o tempo exposto a temperaturas extremas. A agência informou que as naves das próximas missões receberão um novo escudo térmico.
Imagem: Divulgação
Além disso, técnicos identificaram um problema no sistema de propulsão do módulo de serviço cilíndrico da Orion e em seu método de pressurização. Amit Kshatriya, administrador associado da NASA, declarou que o componente provavelmente precisará de um “redesenho extensivo”. Howard Hu, gerente do programa Orion, afirmou em coletiva que a descoberta será investigada e que mudanças serão feitas se necessárias.
Autoridades da agência afirmaram que as lições aprendidas com a Artemis II serão aplicadas nas próximas etapas do programa, cujo objetivo é pousar humanos na superfície lunar já em 2028. Lori Glaze, administradora associada interina para desenvolvimento de sistemas de exploração, disse que esta missão é a primeira de muitas a serem realizadas.
Durante o retorno, figuras públicas comemoraram o sucesso: o ex-presidente Donald Trump publicou nas redes sociais elogios à missão e manifestou entusiasmo para futuros voos e missões mais ambiciosas.
Com a conclusão da Artemis II, a NASA seguirá avaliando dados e fazendo modificações nos sistemas da Orion antes das próximas missões lunares.
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6