O Brasil aparece em 53º lugar no ranking global de qualidade de vida da edição de 2026 elaborado pela Wharton School, da Universidade da Pensilvânia, com pontuação de 17,9. No levantamento, que avalia 85 economias, México e Argentina registraram posições superiores: o México ficou em 39º e a Argentina em 49º, liderando entre as maiores economias da América Latina.

A pesquisa integra o estudo Best Countries, realizado pela Wharton School em parceria com a U.S. News & World Report e a consultoria WPP. O indicador de qualidade de vida considera variáveis como estabilidade econômica, segurança, qualidade dos serviços públicos, oportunidades de desenvolvimento, mercado de trabalho, sistema de saúde e a percepção de bem-estar da população.

No topo do ranking mundial estão países de alta renda e elevado desenvolvimento social. A lista é encabeçada por Suécia, Dinamarca, Canadá, Suíça e Finlândia, que se destacam em educação, saúde, segurança, infraestrutura e confiança nas instituições, segundo a avaliação.

Na América Latina, o levantamento aponta que os melhores posicionados são aqueles que combinaram crescimento econômico com maior estabilidade institucional, investimentos em capital humano e um ambiente de maior confiança por parte da população. Esse conjunto de fatores contribuiu para que México e Argentina superassem o Brasil na edição de 2026 do estudo.

Apesar de ser a maior economia da região, o Brasil enfrenta desafios estruturais que pesam no desempenho em indicadores relacionados à qualidade de vida. O resultado da pesquisa reforça que o tamanho da economia não se traduz automaticamente em melhores condições de bem-estar, ressaltando a necessidade de políticas públicas voltadas para segurança, educação, saúde, infraestrutura e fortalecimento das instituições.

Brasil fica atrás de México e Argentina em ranking global de qualidade de vida

Imagem: Agencia-brasil

O levantamento também serve como referência para investidores e empresas ao medir a atratividade dos países. Além dos aspectos sociais, o ranking auxilia na avaliação do ambiente para retenção de talentos, desenvolvimento de negócios e a qualidade das cidades como destinos para viver e trabalhar.

A análise considera, portanto, múltiplos fatores sociais e institucionais para classificar os países, deixando explícito que ganhos econômicos isolados não garantem avanços proporcionais na qualidade de vida.

Com informações de Portalin