Com o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 em curso, contribuintes têm oportunidade de antecipar o envio e reduzir o risco de erros que podem levar à malha fina. O prazo final termina às 23h59 (Brasília UTC-3) do último dia de maio, 29 de maio. Quem transmitir a declaração até 10 de maio pode ser incluído no primeiro lote de restituição, pago também em 29 de maio.
A entrega fora do prazo acarreta multa, com valor mínimo de R$ 165,74 e possibilidade de chegar a até 20% do imposto devido, o que torna a antecipação uma medida simples para evitar penalidades.
Quem está obrigado a declarar
Estão obrigados a apresentar a declaração pessoas que, no ano-base 2025, tiveram rendimentos superiores a R$ 35.584,00; receita bruta de atividade rural acima de R$ 177.920,00; ou, em 31 de dezembro de 2025, possuíam bens e direitos com valor total superior a R$ 800 mil. Também são obrigatórios os contribuintes que realizaram vendas em bolsas e operações semelhantes acima de R$ 40 mil ou que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200 mil, entre outros casos.
Guia em 8 passos
1. Separe os documentos
Reúna informes de rendimento de empregadores; informes de bancos e corretoras; comprovantes de despesas dedutíveis (planos de saúde, consultas, educação); documentos de bens e direitos (compras, vendas, financiamentos); e recibos de doações e pensão alimentícia. Para dependentes, inclua comprovantes de renda, investimentos e despesas deles.
2. Escolha a forma de declarar
A declaração pode ser feita pelo Programa Gerador da Declaração (PGD) para computador, indicado para casos complexos; ou pela plataforma Meu Imposto de Renda, disponível no site e no aplicativo da Receita Federal, que utiliza declaração pré-preenchida quando o contribuinte tem conta gov.br nos níveis prata ou ouro. Em 2026, investidores em renda variável passaram a poder usar o Meu Imposto de Renda, com exceções: quem teve ganho de capital na venda de bens, precisa declarar atividade rural, entrega declaração final de espólio ou de saída definitiva do país permanece impedido.
3. Escolha o modelo de declaração
Há o modelo simplificado, que aplica desconto padrão de 20% sobre rendimentos tributáveis com limite anual de R$ 16.754,34, e o modelo completo, que permite deduzir despesas específicas como saúde, educação e pensão alimentícia. O próprio sistema indica a alternativa mais vantajosa após inclusão dos dados.
4. Preencha dados pessoais e dependentes
Atualize dados cadastrais e inclua dependentes quando for o caso. Ao inserir um dependente, é necessário declarar também todos os rendimentos dele, sob risco de inconsistência que pode levar à malha fina.
5. Declare todos os rendimentos
Registre salários, férias, 13º, aposentadorias, pensões, rendimentos de aluguéis e de investimentos (dividendos, juros e ganhos). Cada tipo deve ser alocado na ficha correspondente do sistema.
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6. Informe bens e direitos corretamente
Na ficha “Bens e Direitos” (ou “Patrimônio” no Meu Imposto de Renda) inclua imóveis, veículos, contas bancárias, aplicações e participações societárias. O valor a declarar é o custo de aquisição; em caso de financiamento, informe apenas o que já foi efetivamente pago.
7. Lance despesas dedutíveis com comprovação
Despesas médicas, educacionais, relativos a dependentes e pensão alimentícia podem reduzir o imposto, mas precisam ser comprovadas. Para 2026, o limite de dedução por dependente é de R$ 2.275,08 ao ano, e o limite anual de despesas com instrução é de R$ 3.561,50. Gastos com saúde não têm limite, exigindo maior rigor na documentação.
8. Revise e envie
Antes de transmitir, confira valores digitados, CNPJs e CPFs e compare com informes oficiais. Erros comuns incluem omissão de rendimentos (inclusive de dependentes), divergência com informes, registros incorretos de despesas médicas, declaração inadequada de investimentos e falha na evolução patrimonial. Após o envio, é possível acompanhar o processamento pelo e-CAC e, se preciso, enviar declaração retificadora.
A transmissão antecipada e a checagem cuidadosa dos documentos são medidas que podem reduzir riscos de autuações e aumentar a chance de receber a restituição nos primeiros lotes.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6