NASA corre o risco de não dispor dos novos trajes espaciais lunares no momento em que planeja levar humanos de volta à Lua em 2028, segundo relatório de auditoria divulgado pelo governo dos EUA.

O relatório do Escritório do Inspetor Geral da agência, divulgado na segunda-feira, alerta que os trajes em desenvolvimento pela empresa Axiom Space, com sede em Houston, podem só ficar prontos em 2031 caso ocorram atrasos similares aos enfrentados em projetos anteriores. A estimativa se baseia em comparações históricas de cronogramas de desenvolvimento de vestimentas espaciais.

Segundo a análise, projetos desse tipo costumam demandar quase nove anos desde a assinatura dos contratos até estarem aptos para demonstrações em órbita ou em ambiente espacial. A avaliação implica que o cronograma atual pode não ser compatível com o objetivo da NASA de pousar astronautas na Lua em 2028.

A NASA firmou com a Axiom Space um contrato em 2022 para o desenvolvimento dos trajes destinados ao programa Artemis, que tem como meta levar humanos novamente à superfície lunar. Em 2023, a Axiom anunciou parceria com a grife italiana Prada para a produção dos trajes.

Em um comunicado enviado por e-mail na terça-feira, a Axiom informou que não está mais atuando na resolução de determinados itens identificados durante uma revisão preliminar do projeto do traje. A empresa já havia afirmado, em mensagem anterior, que esse trabalho estava em andamento.

Ao comentar o relatório, a Axiom disse que o documento reconhece o avanço substancial feito por sua equipe e reafirmou o compromisso de entregar um traje seguro e capaz, com o objetivo de permitir que astronautas americanos retornem e explorem a superfície lunar em 2028.

Imagem: Divulgação

O documento do Inspetor Geral não altera o cronograma oficial do programa Artemis, mas coloca em destaque o risco de descompasso entre os prazos planejados pela NASA e os tempos históricos de desenvolvimento de sistemas complexos como trajes espaciais.




As informações do relatório e as declarações da Axiom deixam em evidência as incertezas sobre a prontidão dos equipamentos essenciais para a execução da missão prevista para 2028.

Com informações de Investnews