A Innovative Dreams, uma startup de serviços de produção apoiada pela Amazon Web Services (AWS) e pela empresa de IA generativa Luma, tem aplicado um modelo híbrido que combina tecnologia e elementos físicos para diminuir tempo e custo de filmagens em Hollywood. A proposta da companhia é utilizar captura de performance aliada a ativos digitais para encurtar etapas que, em produções tradicionais, demandariam semanas e gastos elevados.
Segundo o CEO Jon Erwin, em entrevista à CNBC, a abordagem evita a substituição direta de atores por modelos gerados por prompts, privilegiando a integração entre a atuação real e componentes digitais como figurinos e cenários complexos. A solução preserva decisões criativas do diretor, como escolha de lentes, e mantém o trabalho do elenco como centro das cenas.
Como funciona
O fluxo de trabalho da empresa reúne câmeras físicas, paredes de LED de grande escala e ferramentas avançadas de inteligência artificial. Entre as tecnologias empregadas estão a Luma para criação e integração de ativos digitais, o Nano Banana, do Google, para apoio na composição visual, a SeeDream, do ByteDance, para suporte à imagem, e a infraestrutura da AWS para processar grandes volumes de dados de IA em tempo real.
Resultados práticos
O método foi aplicado na série “The Old Stories: Moses”, protagonizada por Ben Kingsley. Pela capacidade do palco virtual da Innovative Dreams, a produção filmou em 40 locais diferentes em apenas uma semana, processo que, em formato convencional, consumiria entre cinco e seis semanas e envolveria um orçamento elevado para deslocamentos internacionais.
O desempenho da startup chamou a atenção da Amazon. Samira Bakhtiar, diretora geral da AWS, afirmou à CNBC que a parceria tem como objetivo possibilitar formas de trabalho antes inviáveis, acelerando ciclos de produção em larga escala enquanto reduz custos.
Imagem: Divulgação
Contexto setorial
O surgimento dessas ferramentas ocorre em um momento de fragilidade da indústria local. Desde 2022, o condado de Los Angeles perdeu mais de 40 mil empregos na área de entretenimento, e a atividade de produção atingiu os níveis mais baixos desde 1995. Advogados e sindicatos têm manifestado preocupação com a possível extinção de funções de entrada e cargos técnicos, como figurinistas e designers de set.
Em resposta, Jon Erwin defende que a adoção da tecnologia é necessária para manter as produções nos Estados Unidos. Para ele, a IA pode corrigir um sistema financeiramente insustentável e viabilizar novos projetos que tragam empregos de volta à Califórnia.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6