Rapper fala sobre lançamento, ataques e objetivos do disco
Em entrevista ao POPline, o rapper baiano Hiran falou sobre o impacto do álbum “Imundo”, lançado em 17 de abril, e sobre a onda de ataques homofóbicos que passou a receber após abordar, no projeto, temas como preconceito e exclusão dentro do rap nacional.
O artista descreveu o disco como um desabafo: segundo ele, sentimentos reprimidos encontraram forma nas faixas do álbum, que serviram como um comando para expressar angústias e vivências pessoais. Com 13 canções — sendo 11 inéditas —, “Imundo” marca uma etapa de retorno ao hip hop com maior maturidade, transitando entre o rap e o pop contemporâneo e colocando no centro da narrativa questões de identidade, pertencimento e resistência.
Logo após o lançamento, Hiran passou a receber mensagens agressivas nas redes sociais. O músico relatou ter sofrido ameaças e ataques pessoais; inicialmente assustado, ele afirmou ter entendido que a reação reflete um cenário maior dentro do rap brasileiro. Ainda assim, disse que não pretende recuar e que continuará a expressar seus sentimentos por meio da música.
O álbum foi bem recebido pela crítica e alcançou engajamento do público, mas também provocou reações marcadas por preconceito. Hiran destacou o contraste entre quem acolheu a proposta e quem reagiu com ódio gratuito, observando que parte das pessoas que ouviram compreendeu a mensagem que o disco traz.
Além de abordar temas pessoais e políticos, “Imundo” se posiciona como um registro que busca provocar debate na indústria musical. Hiran defendeu que tanto o público quanto o mercado têm responsabilidade em levar adiante as conversas suscitadas pelo trabalho e que não se deve naturalizar comportamentos discriminatórios.
Imagem: Divulgação
O projeto conta com participações de artistas como Luedji Luna, Tássia Reis e Tom Veloso, entre outros colaboradores que ajudaram a definir a sonoridade do disco. O rapper relatou que as parcerias surgiram de forma orgânica e pautadas pelo afeto, ressaltando o papel do apoio e da troca na construção do trabalho.
Ao olhar para o conjunto da obra, Hiran destacou o desejo de que sua trajetória e sua música sirvam de força e inspiração para outras pessoas, contribuindo para um legado de esperança e empoderamento que impeça que outras pessoas vivam experiências semelhantes às suas.
Com informações de Portalpopline

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6