As ações da Azul (AZUL54) abriram em forte alta nesta sessão, registrando valorização de até 100% e alcançando R$ 50 por volta das 11h (horário de Brasília), após terem despencado 90,20% e encerrado o pregão anterior cotadas a R$ 25. A oscilação intensa levou o papel a passar por sucessivos leilões no pregão.
O tombo na véspera foi motivado por um aumento de capital de R$ 7,44 bilhões, implementado para capitalizar dívidas financeiras da empresa através da conversão de títulos emitidos no exterior em ações. A operação, no entanto, implicou em diluição extrema dos acionistas, que ficaram com cerca de 1% de participação, perdendo 99% do poder de voto na companhia.
Para que as ações voltassem ao valor de fechamento de R$ 255 registrado na quarta-feira, seria necessário um ganho aproximado de 920%, segundo cálculos baseados nos preços atuais.
Estratégia de subscrição é vista como “caos previsível”
O estrategista de ações da NMS Research, Reydson Matos, classificou o processo de subscrição de novos papéis como um “caos previsível”. Ele destacou que a forte desvalorização representou uma destruição imediata de valor para investidores que participaram da oferta sem uma estratégia bem definida. Matos afirmou que era esperado um movimento dessa magnitude diante da estrutura da operação de aumento de capital.
O analista atribui parte do problema a um “erro clássico de psicologia financeira”: investidores prejudicados pela queda das ações anteriores optaram por subscrever novas unidades na tentativa de reduzir perdas, transformando a decisão em uma aposta arriscada, que acabou culminando na forte queda de quase 90% em apenas um dia.
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Segundo Reydson Matos, o único caminho racional de curto prazo seria o exercício do bônus de subscrição, pois ele permite uma redução significativa do preço médio de aquisição e melhora a assimetria entre risco e retorno. No entanto, ele ressalta que essa alternativa só faz sentido para quem acredita na recuperação da Azul em um horizonte de longo prazo, estendido a vários anos.
A movimentação no pregão evidencia a alta volatilidade das ações da Azul após medidas de capitalização que buscavam equacionar o endividamento, mas que acabaram gerando forte impacto sobre a base acionária existente.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6