O CEO da Diageo, Dave Lewis, está promovendo uma reestruturação que incluirá o enxugamento das equipes regionais de gestão, segundo pessoas a par do plano. A mudança visa transferir maior autonomia aos diretores-gerais para que tomem decisões mais independentes em seus mercados.

Fontes ouvidas pela empresa informaram que a medida foi apresentada em uma reunião interna realizada nesta semana na fabricante da Guinness. Funcionários que correm risco de demissão deverão ser comunicados até meados de maio, e a nova configuração organizacional está prevista para entrar em vigor na segunda metade do ano.

Lewis não estipulou um número fixo de cortes, afirmando que o objetivo é aumentar a eficiência e promover uma transformação organizacional. Como parte da iniciativa para estimular o crescimento, a administração também pretende implementar estratégias globais por categoria adaptadas aos mercados locais, o que pode reduzir custos e melhorar a eficiência em portfólios com várias marcas em diferentes regiões.

Especialista em reestruturação

Conhecido no meio empresarial britânico por sua atuação em processos de recuperação — especialmente à frente do Tesco durante a crise contábil e problemas em investimentos internacionais —, Lewis tem adotado medidas de ajuste desde fevereiro. Naquele mês, ele revisou para baixo a previsão de vendas da Diageo, reduziu pela metade o dividendo intermediário e declarou que os níveis de atendimento ao cliente na América do Norte, América Latina e Reino Unido estavam “realmente inaceitáveis”.

O executivo prometeu apresentar uma estratégia de recuperação até o terceiro trimestre. A Diageo informou, por meio de um porta-voz, que continua a “se comunicar abertamente com todos os seus colaboradores” e que atualizará investidores e demais partes interessadas sobre o progresso no terceiro trimestre.

As ações da companhia caíram quase 30% nos últimos 12 meses. A Diageo, que emprega mais de 29 mil pessoas no mundo, enfrenta também desafios macroeconômicos, como tensões comerciais globais e queda na demanda por bebidas alcoólicas em alguns mercados, em meio a maior atenção dos consumidores a saúde e preços. Limitações de capacidade afetaram até mesmo a Guinness, marca de destaque do grupo.

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A empresa tem avaliado alternativas para seus ativos na China, incluindo possíveis desinvestimentos, segundo reportagem da Bloomberg. Em dezembro, a Diageo acertou a venda de uma participação majoritária na East African Breweries para a Asahi Group Holdings por US$ 2,3 bilhões.

Lewis informou ainda aos funcionários que haverá uma conferência nos dias 19 e 20 de maio, na Escócia, destinada aos líderes que permanecerem após a reorganização.

Com informações de Investnews