A Adidas informou nesta quarta-feira (29) resultados do primeiro trimestre que superaram as expectativas, com crescimento nas vendas e no lucro operacional atribuído principalmente à antecipação da oferta de produtos ligados à Copa do Mundo.

Segundo a empresa, as entregas das linhas relacionadas ao torneio foram adiantadas para os mercados com o objetivo de evitar problemas logísticos e de fornecimento. O diretor financeiro, Harm Ohlmeyer, afirmou em teleconferência com repórteres que essa decisão foi determinante para a companhia registrar um avanço de 14% nas vendas no trimestre.

Além dos artigos ligados ao futebol, a divisão de corrida também contribuiu para o desempenho, com aumento superior a 10% nas vendas desse segmento. A marca citou ainda que seus tênis ultraleves de corrida ganharam destaque depois que o queniano Sabastian Sawe se tornou a primeira pessoa a completar uma maratona oficial abaixo de duas horas, durante a Maratona de Londres no domingo (26).

As ações da Adidas reagiram positivamente, subindo cerca de 8% com a divulgação dos números. No entanto, a companhia vinha enfrentando quedas acionárias no último ano, em parte por causa de tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e de um comportamento mais cauteloso dos consumidores, mantendo os papéis próximos dos níveis mais baixos em mais de três anos.

Em comunicado, a empresa ressaltou que a disciplina comercial — consistente em limitar as vendas em excesso para varejistas — foi essencial para evitar a necessidade de descontos em um cenário de varejo considerado “muito volátil”. O presidente-executivo, Bjorn Gulden, apontou a Europa como o mercado com maior pressão de descontos e com elevada incerteza entre os consumidores.

Imagem: REUTERS/Helen Reid

No trimestre, as vendas aumentaram para 6,6 bilhões de euros (US$ 7,7 bilhões). O lucro operacional subiu 16%, alcançando 705 milhões de euros, acima da previsão de 647 milhões de euros compilada em pesquisa com analistas. A empresa também informou que alguns países do Oriente Médio registraram queda nas vendas, impactados pela guerra no Irã.

Esses resultados refletem, segundo a própria Adidas, uma combinação de gestão de estoque, comportamento de consumo por região e a antecipação estratégica dos produtos ligados ao maior evento de futebol do ano.

Com informações de Forbes