O mercado internacional de petróleo registrou queda expressiva nesta sexta-feira (1º) depois que o Irã anunciou o envio de uma nova proposta de acordo aos Estados Unidos, com intermediação do Paquistão. A notícia foi divulgada pela agência estatal iraniana IRNA e teve confirmação de autoridades paquistanesas, que afirmaram ter remetido o documento ao governo norte-americano; o conteúdo da proposta não foi detalhado.

A repercussão nos preços foi imediata. O barril do tipo Brent, referência global, recuou mais de 3%, alcançando US$ 106,30 após ter operado em alta nas primeiras horas do dia. No período da tarde, a queda perdeu intensidade e o preço passou a ser negociado em torno de US$ 108,33.

O movimento também atingiu o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência dos Estados Unidos, que caiu para US$ 102,06. A volatilidade refletiu a sensibilidade dos mercados a qualquer sinal de possível descompressão nas tensões entre os países envolvidos.

As oscilações ocorrem após semanas de aumento das tensões no Oriente Médio, em especial nas imediações do Estreito de Ormuz, ponto estratégico por onde transita aproximadamente 20% da produção mundial de petróleo e gás. Restrições ao tráfego marítimo e ameaças de escalada militar vinham pressionando os preços, levando os patamares do barril próximo aos níveis mais altos observados nos últimos quatro anos.

Embora a nova proposta seja vista como um elemento com potencial de distensão, não há garantias sobre seus efeitos concretos. Ainda assim, a simples percepção de avanço nas negociações influenciou a redução temporária dos preços no curto prazo.

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Autoridades iranianas e paquistanesas confirmaram apenas o envio e o repasse do documento aos Estados Unidos; detalhes sobre o teor do acordo proposto não foram divulgados até o momento. O mercado segue atento a novas informações que possam esclarecer o alcance da proposta e seu impacto nas dinâmicas de oferta e demanda globais.

As cotações continuarão a depender tanto de desdobramentos diplomáticos quanto de sinais sobre segurança na região e fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz.

Com informações de Portalin