Permissão do Tesouro abre caminho para negociações sobre títulos em default
O governo dos Estados Unidos liberou a Venezuela para contratar consultores que prestem serviços jurídicos, financeiros e de consultoria com vistas a uma possível renegociação da dívida do país. A decisão do Tesouro americano é vista como um passo relevante para avançar na tentativa de reestruturar cerca de US$ 60 bilhões em títulos que estão em default.
O que foi autorizado: a licença emitida pelo Departamento do Tesouro permite a prestação de serviços ligados à avaliação, à elaboração e à preparação de alternativas e propostas de reestruturação da dívida, bem como a produção de materiais de apoio relacionados a esses trabalhos. Entre as entidades beneficiadas pela autorização está a petroleira estatal Petroleos de Venezuela S.A. (PDVSA).
Quem está envolvido: a medida facilita a atuação de assessores contratados pela administração venezuelana, atualmente comandada pela presidente em exercício Delcy Rodríguez, e pode viabilizar negociações com credores.
Contexto e alcance: a iniciativa representa um avanço para investidores que reclamam cerca de US$ 170 bilhões em débitos não pagos, total que inclui empréstimos bilaterais e comerciais, sentenças arbitrais e aproximadamente US$ 100 bilhões em títulos soberanos e juros atrasados. Os títulos venezuelanos reagiram positivamente: papéis soberanos com vencimento em 2027 subiram mais de um centavo, alcançando quase 54 centavos por dólar — o maior patamar em nove anos, segundo preços indicativos compilados pela Bloomberg.
Limitações da licença: a autorização do Tesouro não permite, porém, a reestruturação em si, nem transferências ou liquidações da dívida. Também não autoriza negociações diretas entre o governo venezuelano e os credores, restringindo-se à contratação de serviços de apoio para avaliar e preparar propostas.
Imagem: Divulgação
A decisão do governo americano, divulgada em meio ao aumento no preço dos títulos venezuelanos, abre espaço para que assessorias especializadas auxiliem na formatação de propostas de reestruturação que, posteriormente, poderão ser apresentadas a investidores e credores, sem contudo autorizar acordos vinculantes ou processos de liquidação imediata.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6