Anitta afirmou em entrevista que a colaboração “RIO”, gravada com o canadense The Weeknd, surgiu de forma inesperada para ela. Segundo a cantora, a faixa foi montada a partir de uma sequência de gravações de voz que ela enviou anos antes para uso em um set, e não como parte de um projeto pensado para lançamento conjunto.
Pedido de áudios e surgimento de “São Paulo”
De acordo com Anitta, o produtor Mike Dean, que também trabalha com The Weeknd, havia pedido a ela um pacote de áudios quando planejava tocar no Rio de Janeiro. Na ocasião, Dean teria solicitado “vozes” com trechos de baile funk para incluir em sua apresentação. A cantora relata que enviou um conjunto de aproximadamente 40 gravações e, posteriormente, o produtor usou parte desse material para criar a música “São Paulo”, lançada sem que ela esperasse essa utilização.
Anitta contou ainda que Mike Dean e sua equipe chegaram a se hospedar em sua casa durante a passagem pelo Brasil, o que facilitou o contato entre eles no período em que os áudios foram solicitados.
“RIO” também nasceu a partir do mesmo material
A cantora relatou que a nova faixa “RIO”, anunciada durante um show no Rio de Janeiro na passagem de The Weeknd pelo país, também foi construída com base naquele conjunto antigo de gravações. Anitta disse que, inicialmente, ficou insegura em relação à canção porque ela tem uma sonoridade diferente do que vinha produzindo recentemente. Mesmo assim, segundo a artista, The Weeknd gostou da forma como as palavras soaram e preferiu manter as vozes originais sem alterações.
Ela comentou que chegou a pensar que poderia ter oferecido algo mais surpreendente, mas que o artista internacional aprovou a versão como estava. A divulgação da parceria no show no Rio confirmou a colaboração entre os dois artistas.
Imagem: Divulgação
Possibilidade de novas produções
Fãs reagiram ao saber que Mike Dean mantém cerca de 40 áudios de Anitta à disposição, imaginando novas colaborações futuras com The Weeknd. A cantora reconheceu a possibilidade ao lembrar que os arquivos foram enviados há muitos anos e que o produtor ainda conserva várias gravações, o que pode resultar em outras produções a partir desse material.
O caso ilustra como gravações feitas para um propósito específico podem ser reaproveitadas em projetos diferentes, sem avisos prévios aos artistas envolvidos.
Com informações de Portalpopline

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6