O bilionário e investidor Mark Cuban recomendou que jovens em início de carreira aprendam intensamente sobre inteligência artificial (IA) e direcionem suas habilidades para empresas de pequeno e médio porte. A orientação foi dada em um episódio recente do Big Technology Podcast, quando Cuban falou sobre o cenário de contratações atual e as oportunidades geradas pela adoção de IA.
Segundo Cuban, grandes companhias têm feito pausas nas contratações para vagas de nível inicial, sobretudo para engenheiros de software e programadores. Diante desse quadro, ele sugeriu que quem está saindo da faculdade ou começando no mercado deveria buscar as pequenas e médias empresas oferecendo-se diretamente ao empregador — “me contrate”, afirmou como exemplo de abordagem.
O empresário destacou que gerenciar sistemas de IA ou atuar como o profissional que entende o funcionamento dos agentes de IA é uma competência crítica e uma forma estável de gerar receita recorrente. Ele afirmou também que, conforme esses sistemas evoluem, há necessidade contínua de ajustes e atualizações, o que cria demanda por esse tipo de conhecimento.
Cuban disse ter transmitido esse mesmo conselho à sua filha, que se formará em breve e vai trabalhar em uma empresa de consultoria. Ele alertou que funções que envolvem “vibe coding” ou o domínio de agentes como o Claude serão disputadas — “quem souber vai tomar o seu lugar”, observou.
Embora reconheça o grande impacto da tecnologia — que, em sua visão, tem atuado como um “grande democratizador do conhecimento” — Cuban também tem adotado tom cauteloso ao comentar os riscos da IA. No passado, chegou a comparar agentes de IA a um “estagiário de ressaca”, ressaltando limitações das ferramentas quando usadas apenas para acelerar tarefas sem promover aprendizado.
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O investidor diferencia profissionais que usam a IA para expandir suas habilidades daqueles que a utilizam exclusivamente para evitar trabalho. Ele advertiu que quem não se adaptar ao uso de modelos de linguagem (LLMs) e não compreender agentes de IA tende a ficar para trás, especialmente em um contexto no qual parte da força de trabalho resiste às políticas de adoção dessas tecnologias.
Por fim, Cuban projetou que, nos próximos três anos, haverá duas categorias de empresas: as excelentes em IA e as que deixarão de existir. Admitiu que esse processo acarretará perda de empregos para muitos, mas afirmou que “para quem tem pensamento crítico, sempre haverá espaço”.
Com informações de Fastcompanybrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6