A B3 S.A. (B3SA3) divulgou os resultados do primeiro trimestre de 2026, com receita trimestral recorde de R$ 3,2 bilhões, alta de 20,5% em relação ao mesmo período de 2025 e de 8,5% ante o quarto trimestre de 2025. A empresa atribuiu o desempenho ao movimento esperado de queda de taxas de juros, ao fluxo de investidores estrangeiros no mercado acionário e ao aumento da volatilidade, que impulsionaram as receitas pró‑cíclicas.
O grupo de receitas pró‑cíclicas, formado por Derivativos e Renda Variável, cresceu 23,7% no trimestre, enquanto as receitas recorrentes subiram 17,2%, mantendo a tendência de crescimento observada nos trimestres anteriores. A administração destacou a combinação entre os segmentos pró‑cíclicos e recorrentes como fator central para atingir a maior receita trimestral da história da companhia.
As despesas operacionais totalizaram R$ 918,7 milhões, aumento de 10,9% em doze meses e estáveis em relação ao quarto trimestre de 2025. Excluídas as despesas vinculadas ao faturamento — impactadas pela mudança de modelo de cobrança do Sistema Nacional de Gravames (SNG) — e despesas diversas relacionadas, principalmente, a provisões para disputas judiciais ligadas ao preço das ações, as despesas cresceram 5,4% em um ano.
O lucro líquido recorrente alcançou R$ 1,5 bilhão, avanço de 33,1% sobre o primeiro trimestre de 2025 e de 2,6% em comparação ao quarto trimestre. O lucro por ação recorrente foi de R$ 0,30, incremento de 38,6% na comparação anual, influenciado também pelo programa de recompra de ações executado nos últimos 12 meses. A companhia distribuiu R$ 372,5 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP) no período.
Na agenda de produtos e inovação, a B3 lançou Contratos de Eventos Financeiros para Ibovespa, Dólar e Bitcoin, com payout fixo e perda máxima conhecida no momento da operação, buscando oferecer posições com risco limitado. Em abril foi implementada a primeira fase da extensão do horário de negociação para futuros de Bitcoin, Ethereum, Solana e Ouro, disponíveis das 09h às 20h. A infraestrutura de co‑location também foi ampliada com novos racks de alta densidade para atender demanda por maior desempenho e conectividade.
Mercados
O segmento Mercados reportou receita de R$ 2,1 bilhões, crescimento de 20,8% na comparação anual e de 11,3% em relação ao trimestre anterior. Em Derivativos, o volume médio diário (ADV) somou 13,2 milhões de contratos, aumento de 16,4% ante o primeiro trimestre de 2025 e de 23,5% frente ao quarto trimestre de 2025. Os produtos de juros em reais se destacaram, com alta de 47,4% no trimestre. As Opções de Copom registraram ADV médio de 834,9 mil contratos, 354,6% acima do mesmo período do ano anterior, contribuindo com cerca de R$ 25,1 milhões em receitas.
Em Renda Variável, o volume financeiro médio diário negociado (ADTV) no mercado à vista foi de R$ 34,8 bilhões, 46,0% maior que no primeiro trimestre de 2025 e 32,9% superior ao quarto trimestre, influenciado pelo fluxo estrangeiro de R$ 53,8 bilhões no período. Esse montante ficou 100,3% acima do observado ao longo de todo o ano de 2025 e representou 59,8% do volume negociado no trimestre. O ADTV de ETFs, BDRs e Fundos Listados cresceu 57,5%, totalizando R$ 5,4 bilhões e representando 15,5% do volume.
No segmento de Renda Fixa e Crédito, emissões e estoque aumentaram 9,1% e 18,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, respectivamente. Novas emissões de instrumentos de captação bancária subiram 11,1%, impulsionadas por um crescimento de 6,7% nas emissões de CDB. O estoque médio de instrumentos de captação bancária cresceu 18,9% e o estoque de debêntures avançou 16,8%. LCIs, CPRs e LCAs registraram aumentos de 24,2%, 21,2% e 11,1%, respectivamente. O Tesouro Direto teve elevação de 45,5% no estoque médio e encerrou o trimestre com 3,4 milhões de investidores, alta de 12,7% na comparação anual.
Imagem: Divulgação
Soluções para Mercado de Capitais
O segmento apresentou receita de R$ 201,7 milhões, crescimento de 28,5% sobre o primeiro trimestre de 2025 e de 4,0% frente ao quarto trimestre. Dados para Mercado de Capitais somaram R$ 96,5 milhões, aumento de 18,8%, impulsionados pelo desempenho de produtos analíticos. A receita da Depositária para Mercado à Vista foi de R$ 70,1 milhões, alta de 48,6%, refletindo um saldo médio 27,1% superior no período; o número médio de investidores cresceu 5,6%. Em Listagem e Soluções para Emissores, as receitas totalizaram R$ 35,1 milhões, avanço de 23,2%, decorrente, entre outros fatores, da realização de seis ofertas subsequentes (follow‑ons).
Soluções Analíticas de Dados (Trillia)
O segmento Trillia registrou receita de R$ 317,5 milhões, aumento de 22,9% em doze meses e de 0,7% em relação ao quarto trimestre de 2025. Em produtos de Veículos e Imobiliário, o número de veículos vendidos no Brasil subiu 17,6% no período, e o número de financiamentos aumentou 12,8%; as receitas dessa vertical somaram R$ 177,6 milhões, crescimento de 37,7%, influenciado pelo maior volume de veículos financiados e pela adoção do novo modelo de cobrança do SNG, que centralizou a arrecadação pela B3. A receita de Plataformas e Dados Analíticos foi de R$ 139,9 milhões, alta de 8,1%, suportada pelo desempenho das verticais de Crédito e Prevenção a Perdas.
Tecnologia e Plataformas
O segmento de Tecnologia e Plataformas apresentou receita total de R$ 527,6 milhões, expansão de 14,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 3,9% ante o quarto trimestre. A quantidade média de clientes do serviço de utilização mensal dos sistemas de Balcão cresceu 4,8%, principalmente devido ao avanço da indústria de fundos no país. A receita de Tecnologia atingiu R$ 342,2 milhões, alta de 11,3%, refletindo o aumento de clientes do segmento Balcão e ajustes anuais de preços pela inflação na linha de utilização mensal.
O documento com informações completas sobre os resultados operacionais do primeiro trimestre de 2026 está disponível no site de relações com investidores da B3.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6