Os mercados encerram a semana sob influência de novos ataques envolvendo Estados Unidos e Irã, que colocam em risco expectativas de cessar-fogo e negociações rápidas. Ainda nesta sexta-feira (8), investidores reagem ao encontro entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, realizado na quinta-feira (7), além da divulgação do relatório de empregos dos EUA (Payroll).

A retomada de hostilidades no Oriente Médio ampliou incertezas sobre o desfecho do conflito, com preocupação adicional pela reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. Em função desse cenário, o barril voltou a subir e nesta manhã era negociado acima de US$ 100.

No mercado doméstico, operadores acompanham a temporada de balanços corporativos referente ao primeiro trimestre, cujos resultados têm influenciado decisões de investimento. Paralelamente, o conteúdo e possíveis desdobramentos da reunião entre os presidentes dos EUA e do Brasil, realizada na Casa Branca na tarde de quinta-feira (7), seguem no radar dos analistas.

Fechamento anterior

Na quinta-feira (7), o Ibovespa B3 recuou 2,38%, encerrando em 183.218,26 pontos, pressionado principalmente por ações do setor de petróleo e por queda de papéis do segmento bancário, em linha com o desempenho observado nos mercados internacionais. O dólar, por sua vez, operou com pouca variação e fechou novamente em R$ 4,92.

Entre os fatores monitorados pelos agentes estão a evolução dos confrontos entre as forças dos Estados Unidos e do Irã e eventuais impactos sobre a oferta de energia global, além das negociações e pontos abordados na conversa entre os líderes americano e brasileiro. Os dados de emprego norte-americanos também devem balizar posições de curto prazo, influenciando preços de ativos e expectativas sobre política monetária.

Imagem: Pixabay

O conjunto desses elementos mantém um ambiente de maior volatilidade nas praças financeira e de commodities, com atenção especial para movimentos no preço do petróleo e comunicações oficiais que possam esclarecer rumos diplomáticos e econômicos nas próximas horas.

Com informações de Borainvestir.b3