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Nas florestas tropicais do Sudeste Asiático vive uma espécie de lagarto popularmente chamada de dragão voador, cuja principal habilidade é planar entre as copas das árvores. Pesquisas citadas pela Oxford Academic mostram que o animal estende costelas alongadas que sustentam membranas cutâneas, formando superfícies aerodinâmicas que permitem controlar a direção dos saltos e navegar entre troncos e galhos.

Como funciona a estrutura para planar

A anatomia esquelética dessa espécie inclui costelas que podem ser projetadas lateralmente, suportando finas membranas de pele. Músculos intercostais rápidos abrem e fecham essa estrutura retrátil logo após o impulso inicial, o que possibilita ao réptil recolhê-la ao caminhar pela vegetação. Além da função locomotiva, as membranas exibem colorações vivas em machos, usadas em exibições para atrair parceiras.

Onde o animal vive e do que se alimenta

O lagarto ocupa as partes altas de florestas tropicais das Filipinas e da Malásia, preferindo árvores maduras onde encontra proteção contra predadores terrestres. Sua dieta é composta principalmente por insetos pequenos, como formigas e cupins que habitam os troncos. A camuflagem, com escamas cor de casca, torna a observação direta difícil; por isso, pesquisadores costumam identificar indivíduos pelos curtos voos coloridos nas manhãs ensolaradas.

Reprodução e desenvolvimento

No período reprodutivo, a fêmea desce ao solo para cavar um ninho raso e deposita até cinco ovos brancos, que são cobertos com folhas. As mães permanecem no local por cerca de 24 horas após a postura e em seguida retornam às copas. A incubação natural dura aproximadamente 30 dias, ao final dos quais os filhotes nascem independentes e imediatamente escalam o tronco para iniciar a vida arbórea.

Imagem: Divulgação

Ameaças à espécie

O desmatamento ilegal tem reduzido a disponibilidade de árvores maduras essenciais para os voos do lagarto, enquanto o comércio ilegal de animais exóticos captura espécimes para o mercado clandestino. Mudanças climáticas também impactam a abundância de insetos que compõem sua dieta, com secas prolongadas reduzindo colônias de formigas. Biólogos defendem a criação de áreas protegidas para assegurar a conservação da espécie.

As características morfológicas e comportamentais desse lagarto — a transformação das costelas em superfícies planadoras, a estratégia reprodutiva no solo e a dependência de florestas altas — explicam sua adaptação ao ambiente arbóreo e os desafios para sua preservação.

Com informações de Olhardigital