O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas alcançará 348,7 milhões de toneladas em 2026, estabelecendo um novo recorde histórico. A estimativa supera em 2,6 milhões de toneladas o volume registrado em 2025, corresponde a um avanço anual de 0,7% e representa alta de 0,1% em relação à projeção divulgada em março.

O crescimento é sustentado sobretudo pela soja, cuja produção foi revisada para 174,1 milhões de toneladas, um aumento de 4,8% frente ao ano anterior e o maior resultado já apurado pelo IBGE. Juntas, arroz, milho e soja concentram 92,7% da produção estimada para o país.

A área destinada à colheita também deve atingir um patamar recorde: 83,3 milhões de hectares, o que representa expansão de 2,1% em relação a 2025 — cerca de 1,7 milhão de hectares a mais. O Centro-Oeste permanece como o principal polo produtor, com previsão de colher 174,5 milhões de toneladas, equivalente a metade do total nacional.

Nem todas as culturas acompanham o avanço geral. O IBGE projeta redução na produção de várias lavouras: milho (-2,5%), arroz (-10,6%), feijão (-4,6%) e trigo (-6,8%). Em contraste, a soja lidera o crescimento, complementada pelo avanço do sorgo.

Com o novo recorde estimado para 2026, o setor agropecuário brasileiro reforça sua importância estratégica para exportações, geração de divisas e equilíbrio da balança comercial, apesar das variações climáticas e de desafios regionais que continuam a afetar culturas específicas.

Imagem: Fernando Bueno 2010

A projeção do IBGE consolida a predominância das grandes lavouras na composição da produção nacional e aponta para uma safra marcada pela concentração do crescimento na soja e pela queda em outras culturas importantes.

Com informações de Portalin