Agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de busca e apreensão no apartamento do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), localizado na Barra da Tijuca, na manhã desta sexta-feira. A ação integra uma operação em que a PF cumpriu, ao todo, 17 mandados de busca em diferentes endereços.
Segundo informações preliminares, a investigação está vinculada à ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação do STF estabeleceu protocolos e restrições para operações policiais nas comunidades com o objetivo de reduzir a letalidade das abordagens.
Cláudio Bomfim de Castro e Silva governou o Rio de Janeiro entre 2020 e 2026 e, nesse período, foi responsável pela política de segurança pública estadual enquanto as exigências da ADPF estavam em vigor. A operação ocorre em um momento de crise institucional no estado, que se intensificou após a renúncia de Castro ao cargo e discussões sobre a sucessão estadual.
A renúncia de Castro em 23 de março de 2026 foi seguida por um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No dia 24 de março de 2026, o TSE o condenou por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, por votação de 5 a 2, e impôs uma proibição de oito anos para o exercício de cargos públicos, tornando-o inelegível até 2030.
Com a saída do ex-governador, o tribunal entendeu que a discussão sobre a cassação do mandato ficou prejudicada, já que Castro não ocupava mais o cargo no momento da conclusão do julgamento. A renúncia desencadeou uma disputa jurídica e política sobre como será escolhida a pessoa que ocupará o mandato-tampão até a posse do eleito nas eleições de outubro. Atualmente, o governo do estado está sob comando interino do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto.
Imagem: Tânia Rego/ABr
Castro, membro do Partido Liberal, havia assumido inicialmente como governador após o impeachment de Wilson Witzel e foi reeleito em 2022 no primeiro turno. O Ministério Público Eleitoral o acusou de efetuar ao menos 27 mil contratações temporárias para a Fundação Centro de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores do Rio de Janeiro às vésperas da eleição de 2022. Mesmo após a decisão do TSE, ele vinha sendo mencionado em articulações internas do PL e mantinha agendas políticas em Brasília e no Rio de Janeiro.
A nova investigação relacionada à ADPF das Favelas amplia o conjunto de medidas judiciais contra o ex-governador e gera incertezas sobre seu futuro político.
Com informações de Conexaopolitica

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6