A atriz Luana Piovani foi alvo de denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) por suposta intolerância religiosa após afirmar, em videocast do jornal O Globo, que “o evangélico de hoje é o que há de pior no ser humano” e que se tornou “o protótipo de um ser desprezível”.
Em outro trecho da mesma participação, Piovani afirmou que “a maioria dos evangélicos hoje” seria “uma raça que de amor, de Deus, de Jesus Cristo não tem nada”. As falas motivaram a abertura de demandas formais junto ao MPF por parte de parlamentares.
O vereador Guilherme Kilter (Novo), de Curitiba, apresentou uma notícia de fato ao órgão, solicitando a apuração das declarações. Na peça protocolada, Kilter argumenta que os comentários ultrapassam os limites da liberdade de expressão e atingem a honra coletiva de milhões de brasileiros.
Além disso, outra parlamentar do Rio de Janeiro protocolou representação formal contra a atriz, alegando que as falas têm “elevado potencial de fomentar preconceito, intolerância e hostilidade contra um grupo religioso específico, ultrapassando o limite da crítica e entrando no terreno do preconceito religioso”.
Entre os pedidos encaminhados ao MPF estão a abertura de procedimento investigatório, a verificação da possível prática de intolerância religiosa, a eventual responsabilização judicial e uma retratação pública por parte da responsável pelas declarações.
Segundo os dados do Censo 2022, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país conta com cerca de 50 milhões de evangélicos, número que corresponde a aproximadamente 30% da população brasileira.
Imagem: Reprodução/Redes Sociais
As representações ao MPF seguem em tramitação enquanto órgãos competentes analisam se as manifestações configuram crime ou ato passível de responsabilização civil ou administrativa, e se cabe exigir retratação pública.
O caso concentra-se nas declarações proferidas no videocast do jornal O Globo e nas solicitações formais de apuração apresentadas por representantes eleitos, que pedem medidas legais e a reparação pública.
Com informações de Conexaopolitica

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6