MBRF reporta lucro e foca integração entre Marfrig e BRF
A MBRF, criada pela integração entre Marfrig e BRF, encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 111 milhões, alta de 26% ante os R$ 88 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. O resultado corresponde ao primeiro trimestre comparável após a consolidação das operações.
Entre janeiro e março, a receita líquida consolidada alcançou R$ 39,45 bilhões, praticamente estável na comparação anual. O Ebitda ajustado ficou em R$ 3,1 bilhões, representando queda de 3,2%, e a margem Ebitda recuou de 8,1% para 7,8%, refletindo pressões de custo e efeitos sazonais em algumas frentes internacionais.
O lucro bruto no trimestre foi de R$ 4,77 bilhões, com margem de 12,1%, superior aos 11,9% do mesmo período do ano anterior. A companhia atribuiu o desempenho à diversificação geográfica e à recuperação de volumes em mercados externos, especialmente em embarques de aves e suínos para Europa e Ásia.
No total, o volume vendido no trimestre somou 1,949 milhão de toneladas, queda de 2% na comparação anual. A redução foi impulsionada por um recuo de 4,6% nas vendas no mercado interno, parcialmente compensado por aumento de 2,7% nas exportações.
Nas operações regionais, a unidade de carne bovina na América do Norte registrou receita de US$ 3,49 bilhões, mas apresentou margem Ebitda de apenas 0,3%, indicando maior aperto para a proteína bovina nos Estados Unidos. A América do Sul teve desempenho mais sólido, com receita de R$ 6,15 bilhões e margem Ebitda de 10%.
No trimestre, a integração entre BRF e Marfrig capturou R$ 126 milhões em sinergias, cerca de 20% da meta anual, além de R$ 296 milhões resultantes do programa de eficiência MBRF+.
Imagem: Divulgação
Financeiramente, a dívida líquida consolidada fechou março em R$ 43,97 bilhões, aumento de 1,2% em relação ao fim de 2025, elevando a alavancagem para 3,37 vezes dívida líquida/Ebitda. O fluxo de caixa operacional foi positivo em R$ 1,45 bilhão, mas investimentos de R$ 1,17 bilhão e despesas financeiras resultaram em consumo de caixa de R$ 1,26 bilhão no período.
O trimestre expõe a fase de transição da MBRF: a fusão começa a gerar eficiências e escala global, enquanto a companhia segue lidando com alto endividamento, margens comprimidas e a complexidade da integração em diferentes mercados.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6