Uma prática chamada embaralhamento cognitivo viralizou nas redes sociais ao ser apontada por usuários como um recurso para adormecer mais rápido e diminuir pensamentos acelerados ao deitar. A técnica ganhou força em vídeos no TikTok e no Instagram, embora pesquisadores do sono já investiguem o método há alguns anos.

O que é e como funciona

O embaralhamento cognitivo, também conhecido pela expressão em inglês cognitive shuffling, consiste em gerar imagens ou palavras totalmente aleatórias na mente, sem relação lógica entre elas, com o objetivo de afastar ruminações e preocupações que costumam manter o cérebro em estado de alerta antes do sono.

Uma das formas mais divulgadas da técnica começa com a escolha de uma palavra simples, como “bolo” ou “casa”. A partir daí, a pessoa deve concentrar-se na primeira letra dessa palavra e imaginar termos que comecem por ela. No exemplo da palavra “casa”, a sequência pode incluir, segundo relatos, palavras como “cachorro”, “cadeira”, “cenoura” ou “cimento”, visualizando mentalmente cada item e, depois, passando para a próxima letra da palavra original.

A ideia central é impedir que a mente se prenda a pensamentos repetitivos ou preocupações, estimulando em vez disso imagens fragmentadas semelhantes aos “microsonhos” que aparecem naturalmente durante a transição entre vigília e sono.

Origem e recomendações

O método foi desenvolvido pelo cientista cognitivo Luc Beaudoin, da Universidade Simon Fraser (SFU), no Canadá. De acordo com a SFU, a proposta busca “enganar” o cérebro, reduzindo o estado de alerta e interrompendo padrões de raciocínio relacionados à ansiedade, resolução de problemas ou estresse.

Imagem: Freepik

Veículos que relataram a prática descrevem o embaralhamento como uma espécie de distração mental, capaz de desviar o foco de pensamentos ansiosos. Especialistas envolvidos nas pesquisas enfatizam, no entanto, que os efeitos podem variar entre indivíduos: a técnica tende a ser mais útil para pessoas que enfrentam pensamentos acelerados ao deitar, mas não há garantia de resultados universais.

O método permanece objeto de estudo no campo do sono, enquanto usuários nas redes sociais seguem testando a abordagem em busca de uma forma prática de facilitar a chegada do sono.

Com informações de Fastcompanybrasil