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O banco digital Nubank (BDR: ROXO34) divulgou seus resultados do primeiro trimestre na noite da última quinta-feira (15), provocando reação negativa no mercado. As ações negociadas na Bolsa de Nova York terminaram o pregão em queda de 5,72%, a US$ 12,19, enquanto os BDRs ROXO34 caíram 4%, a R$ 10,33.

O lucro líquido do 1T26 subiu 41%, para US$ 871,4 milhões, mas ficou abaixo da estimativa de analistas compilada pela LSEG, que apontava US$ 980 milhões. A receita, por sua vez, cresceu 42%, alcançando US$ 5,3 bilhões, acima da projeção de US$ 4,5 bilhões.

O resultado foi impactado por provisões mais altas, totalizando US$ 1,72 bilhão no trimestre — aumento de 20% em relação ao trimestre anterior e 17% acima da estimativa da XP Investimentos. A XP destacou que a qualidade de crédito reportada no 1T26 mostrou uma deterioração relativa, porém caracterizou-a como estruturalmente resiliente. A inadimplência inicial consolidada cresceu cerca de 0,89 ponto percentual no trimestre, com decomposição atribuída a 0,61 ponto de sazonalidade histórica (o 1T costuma ser o mais fraco por menor renda disponível), 0,17 ponto por expansão deliberada de risco e aproximadamente 0,11 ponto por mudança no mix de produtos — maior participação de crédito pessoal sem garantia e cartões.

A gestão do Nubank afirmou que nenhum dos segmentos reflete deterioração real da qualidade de crédito e que o aumento das provisões estava alinhado às projeções internas, com cobertura superior a 150% sobre a formação de inadimplência.

Entre os pontos positivos, o banco manteve forte dinâmica de receitas e crescimento da base de clientes: 135 milhões de clientes, com cerca de 83% ativos. A Receita Média Mensal por Cliente Ativo (ARPAC) atingiu nível recorde, de US$ 15,9. A curta duration média dos empréstimos foi citada como fator que preserva flexibilidade no processo de underwriting.

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Relatórios de mercado ofereceram leituras variadas. A XP afirmou que a piora na qualidade de crédito tem explicações identificáveis e não configura um ponto de inflexão estrutural, apesar de prever reações negativas no curto prazo. O Bradesco BBI avaliou o trimestre como consistente com a sazonalidade, destacando expansão da margem financeira e das tarifas, além de melhora no índice de eficiência em 2,30 pontos percentuais em relação ao 1T25. O BTG Pactual ressaltou o forte crescimento da carteira de crédito e a elevada rentabilidade, ao mesmo tempo em que apontou o aumento das provisões como principal preocupação dos investidores e observou divergência entre revisões positivas do mercado local para 2027 e ceticismo de investidores estrangeiros quanto à qualidade dos ativos.

A administração também informou que as operações no México atingiram ponto de equilíbrio pela primeira vez, enquanto a companhia planeja avanço cauteloso nos Estados Unidos.

Com informações de Infomoney