HORÁRIO: 11h58 (Brasília UTC-3)
O dólar abriu em queda frente ao real nesta terça-feira (5), com investidores reagindo tanto ao teor da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) quanto à escalada de ações militares entre Estados Unidos e Irã no entorno do Estreito de Ormuz.
Cotação
Às 11h58, o dólar à vista registrava baixa de 0,88%, sendo negociado a R$ 4,924 na venda. No mercado de derivativos, o contrato futuro com vencimento em junho — o mais negociado na B3 — recuava 0,34%, cotado a R$ 4,982.
Dólar comercial
- Compra: R$ 4,924
- Venda: R$ 4,924
Por que o recuo
Do ponto de vista geopolítico, a expectativa de uma trégua no Oriente Médio foi abalada após novos ataques entre EUA e Irã relacionados ao controle do Estreito de Ormuz, em meio a informações conflitantes sobre a passagem de embarcações pela região nos últimos dias. Esse cenário elevou a incerteza sobre possíveis efeitos duradouros na economia global.
No front de indicadores americanos, o relatório Jolts mostrou queda de 56.000 vagas em aberto em março, para 6,866 milhões, enquanto economistas consultados pela Reuters aguardavam 6,835 milhões. Apesar da redução nas vagas, o documento apontou sinais de recuperação nas contratações.
No Brasil, a ata do Copom destacou preocupação com os impactos da persistência do conflito no Oriente Médio, afirmando que a duração do confronto até o momento pode já ter materializado riscos para a inflação doméstica, sobretudo por meio do enfraquecimento das expectativas de mercado. O texto indicou, ainda, que o Comitê voltou a discutir alterações mais amplas no balanço de riscos para a inflação.
Imagem: Notas de dólar 28/04/2017 REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa
Analistas, como Beto Saadia, economista-chefe da Nomos, notaram que a ata de abril menciona o ano de 2028 pela primeira vez nos documentos do Copom, sinalizando possível desancoragem das expectativas para além do horizonte usual de política monetária.
No ambiente local, o mercado continua majoritariamente inclinado a apostar em um corte de 25 pontos-base na Selic em junho, embora haja parcela relevante de investidores que considere provável a manutenção da taxa em 14,50%. A taxa básica elevada tem atraído fluxos estrangeiros para ativos brasileiros, contribuindo para a queda do dólar frente ao real em 2026 — acumulando recuo próximo de 10% no ano, mesmo com o estresse ligado ao conflito no Oriente Médio.
A notícia segue sem desdobramentos adicionais por enquanto.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6