Clube tem dívida vencida e risco de impedimento para registrar jogadores

O Grêmio deixou de pagar US$ 100 mil (aproximadamente R$ 500 mil) ao River Plate-URU, quantia referente ao segundo empréstimo do atacante Arezo ao Peñarol, e a pendência já está com o prazo vencido há cerca de 20 dias. Caso o River Plate-URU formalize a reclamação junto à Fifa, o Tricolor pode ser alvo de um novo transfer ban, que impediria o clube de registrar atletas até a regularização do débito.

O clube uruguaio detém 50% dos direitos econômicos do jogador e avalia acionar a entidade máxima do futebol. O valor em atraso faz parte do acordo de renovação do empréstimo de Arezo ao Peñarol, válido até o fim da temporada. Na extensão do contrato, o Grêmio recebeu cerca de US$ 400 mil, mas deveria repassar metade de uma das parcelas ao River Plate-URU, o que não ocorreu dentro do prazo estabelecido.

Essa nova pendência reacende um problema financeiro recorrente no departamento administrativo do clube. Em janeiro deste ano, o Grêmio teve de pagar aproximadamente € 151,5 mil para quitar pendências relacionadas ao primeiro empréstimo de Arezo, medida que evitou punições mais severas à época. Em dezembro, a diretoria também precisou quitar uma dívida de cerca de R$ 7 milhões com o Granada, da Espanha, referente à compra do atacante.

Mesmo com os entraves administrativos, o futuro esportivo de Arezo está praticamente definido: o Peñarol decidiu exercer a opção de compra, em um negócio que pode chegar a US$ 4 milhões, valor que inclui os empréstimos já realizados. O vínculo do jogador com o Grêmio vai até dezembro de 2028, mas a permanência dele no clube gaúcho é pouco provável diante da decisão do Peñarol.

Internamente, a expectativa na diretoria gremista é de resolver a pendência antes de qualquer sanção oficial da Fifa. Ainda assim, o histórico recente de atrasos aumenta a pressão sobre a gestão, já que um eventual transfer ban afetaria diretamente o planejamento esportivo ao impedir a inscrição de reforços durante a temporada.

Imagem: Liamara Polli/AGIF

O caso volta a expor a necessidade de controle financeiro e cumprimento rigoroso de prazos nos compromissos internacionais do clube, para evitar consequências que ultrapassem o campo e prejudiquem o funcionamento esportivo.





Com informações de Br.bolavip