A Nvidia registrou um salto expressivo nos resultados do primeiro trimestre fiscal de 2026, com lucro líquido de US$ 58,3 bilhões, alta de 211% na comparação anual. A divulgação dos números mostrou expansão significativa em receita e na unidade dedicada a data centers, impulsionada pela demanda por infraestrutura de inteligência artificial.

A receita total alcançou US$ 81,6 bilhões no trimestre, representando aumento de 85% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho superou as estimativas de analistas em Wall Street e confirmou a posição da companhia entre os principais fornecedores de tecnologia para aplicações de IA em grande escala.

O lucro ajustado por ação foi de US$ 1,87, acima da expectativa média, que estava em US$ 1,75, segundo dados compilados pela FactSet. A discrepância entre resultado e projeções contribuiu para uma reação positiva dos investidores após a divulgação do balanço.

A empresa, liderada por Jensen Huang, atribuiu o avanço ao desempenho da nova geração de chips Blackwell 300, projetada para treinamento e inferência de modelos de IA, além da ampliação das soluções de conectividade como InfiniBand, Spectrum-X Ethernet e NVLink. Esses produtos têm sido apontados pela companhia como motores da aceleração nas vendas e da adoção de suas plataformas.

O balanço também veio acompanhado de uma previsão otimista para o trimestre seguinte: a Nvidia projeta receita de US$ 91 bilhões para o segundo trimestre fiscal, acima das estimativas de mercado. A orientação sugere continuidade da demanda por chips e infraestrutura de IA mesmo diante de preocupações sobre uma possível desaceleração econômica global e sobre níveis de investimento no setor.

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Recentemente, a companhia ultrapassou a marca de US$ 5 trilhões em valor de mercado, consolidando-se entre as empresas mais valiosas do mundo, feito que reforça o impacto do crescimento ligado à onda de investimentos em inteligência artificial.

Com informações de Portalin