Quem: Dra. Maria A. Fiatarone e pesquisadores responsáveis pelo estudo publicado na revista JAMA.
O que: Pesquisa clássica que demonstrou a eficácia e a segurança do treinamento de força em idosos, incluindo indivíduos muito frágeis e nonagenários, com ganhos significativos de força, massa muscular e mobilidade a partir de exercícios de alta intensidade.
Quando: Estudo publicado em 13 de junho de 1990 na revista Journal of the American Medical Association (JAMA).
Onde: Resultado divulgado na edição mencionada da JAMA, tornando-se marco para a área de saúde e exercício em idosos.
Por que foi importante
A pesquisa de Fiatarone que saiu em 13 de junho de 1990 quebrou a noção predominante até os anos 1990 de que a fraqueza em idades avançadas seria irreversível. O estudo mostrou que mesmo idosos muito frágeis respondem a programas de treinamento de força, e que esses ganhos têm impacto direto na capacidade de caminhar, levantar-se e manter autonomia.
Como consequência desses achados, diretrizes de saúde pública passaram a incluir o treinamento de força como componente essencial para adultos mais velhos, além das recomendações de atividades aeróbicas.
Benefícios e conceitos
O texto destaca que o treinamento de força é uma intervenção poderosa para preservar autonomia, reduzir o risco de quedas e melhorar a qualidade de vida de idosos, inclusive os mais frágeis. O termo Força Funcional vem sendo usado para descrever a capacidade de gerar força necessária às tarefas do dia a dia — levantar-se, carregar objetos, subir escadas — com ênfase na potência de membros inferiores e na estabilidade do CORE.
Essas orientações estão alinhadas com recomendações públicas, como as do CDC, que incluem força, atividades aeróbicas e exercícios de estabilidade/equilíbrio como pilares para a prática física em adultos mais velhos.
Imagem: Divulgação
Modalidades e aplicação
A musculação com máquinas, pesos livres e aparelhos é frequentemente citada na literatura e entre profissionais de Educação Física, mas outras modalidades também produzem ganhos de força e potência: exercícios calistênicos, Pilates com equipamentos, hidroginástica e treinamento funcional, entre outros.
Motivação e comunicação
Para convencer idosos a iniciar ou manter o treinamento de força, a recomendação é focar em benefícios reais e cotidianos — autonomia, segurança e independência — em vez de falar em estética ou performance. Exemplos de mensagens consideradas eficazes incluem:
- “Treinar força ajuda você a continuar fazendo as coisas sozinho.”
- “É o exercício que mais protege sua independência.”
- “É o que faz você levantar da cadeira sem esforço e caminhar com mais segurança.”
A comunicação deve evitar termos técnicos e privilegiar imagens e metáforas do dia a dia, como comparar o treino a “lubrificar as articulações” ou “recarregar a bateria do corpo”.
O tema e as recomendações foram abordados pelo Prof. Dr. Mauro Guiselini em texto para a Fitness Brasil, que também referencia a literatura e práticas voltadas à longevidade saudável.
Com informações de Fitnessbrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6