Ibovespa recua 0,69% com escalada entre EUA e Irã; dólar vai a R$ 5,02

Tensão internacional impulsiona petróleo e leva investidores a postura defensiva; volume na B3 supera R$ 22 bilhões

Sede da Bolsa de Valores em São Paulo, com grande telão mostrando as cotações das ações. Foto: Divulgação/B3O principal índice da bolsa brasileira fechou em baixa nesta terça-feira (26), refletindo a reação do mercado à renovada ofensiva entre Estados Unidos e Irã. O Ibovespa registrou queda de 0,69%, terminando o pregão nos 176.589,03 pontos.

Analistas apontaram que a escalada no conflito levou a uma busca por proteção e a uma recomposição da carteira em ativos mais defensivos. O movimento do petróleo — em alta — voltou a reacender receios sobre pressões inflacionárias que podem manter a trajetória de juros elevada por mais tempo.

Desempenho intradiário e liquidez

Durante a sessão, o índice oscilou entre 177.815,95 pontos (máxima) e 175.516,11 pontos (mínima). O pregão teve volume financeiro de cerca de R$ 22,6 bilhões, mostrando atividade significativa apesar do viés cauteloso.

Entre as maiores altas do dia destacaram-se: BEEF3 (+2,61%), HAPV3 (+1,61%), RDOR3 (+1,42%), ABEV3 (+1,16%) e VIVT3 (+0,92%).

No sentido oposto, os papéis que mais recuaram foram BRKM5 (-5,81%), CEAB3 (-4,77%), VAMO3 (-3,86%), RECV3 (-3,64%) e USIM5 (-3,59%).

Imagem: Divulgação

Dólar e bolsas externas

O dólar comercial subiu para R$ 5,02, avanço de 0,18% frente ao real. Em momentos de maior incerteza geopolítica, investidores tendem a procurar a moeda norte-americana como refúgio, elevando a demanda pela cotação.

Nos Estados Unidos, o dia foi de resultados mistos: Dow Jones caiu 0,23%, enquanto S&P 500 subiu 0,61% e Nasdaq avançou 1,19% — sinal de seletividade entre setores e de fluxo voltado a tecnologia.

O que ficou do pregão

A sessão deixou clara a sensibilidade dos mercados a choques externos. Com o petróleo em alta e a probabilidade de impactos inflacionários reassumindo destaque, investidores mantêm atenção na evolução do conflito e em indicadores econômicos que podem influenciar decisões de política monetária.