As mulheres passaram a representar 26,7% do total de investidores em produtos de renda variável na B3. Em fevereiro de 2026, o registro apontou 1,48 milhão de mulheres com posição na bolsa, em um universo de 5,56 milhões de investidores — crescimento de 8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, acima da alta de 5,5% observada no total de investidores.

Na comparação de cinco anos, a participação feminina nesse segmento — que engloba ações, fundos imobiliários (FIIs), ETFs e BDRs — cresceu 83,4%, sinalizando maior presença das mulheres no mercado acionário brasileiro.

Por faixa etária, a maioria das investidoras pertence à geração X (nascidas entre 1965 e 1980) ou à geração Millennial (1981–1996). Cerca de 80% têm entre 25 e 59 anos, 14% têm 60 anos ou mais, e 6% têm até 24 anos.

O estudo também mostra diferenças no volume médio aplicado: a mediana do estoque em renda variável por mulher investidora é de R$ 3.034, ante R$ 1.716 por investidor homem. Em valores totais em custódia, mulheres detêm R$ 164,9 bilhões, enquanto investidores homens concentram R$ 535,5 bilhões.

Geograficamente, a maior parte das investidoras está no Sudeste (60,2%), seguida pelo Sul (15,6%), Nordeste (12,6%), Centro‑Oeste (7,9%) e Norte (3,7%). A mediana do estoque por investidora é mais elevada no Sudeste (R$ 4.147) e mais baixa na região Norte (R$ 611).

Christianne Bariquelli, superintendente de Negócios para Pessoa Física da B3, afirmou que a bolsa tem ampliado sua atuação além do eixo Rio–São Paulo, alcançando mais localidades e contribuindo para a diversificação do mercado. Segundo ela, a intenção é desmistificar a ideia de que cuidar das finanças é papel majoritariamente masculino, e que, quando ingressam no mercado, as mulheres costumam fazê‑lo com preparo, cautela e foco na segurança.

Onde as mulheres investem?

Entre os produtos de renda variável, ações à vista são os preferidos: cerca de 1 milhão de mulheres têm posições nesse tipo de ativo. Os FIIs aparecem em seguida, com 813 mil investidoras. Há também 236 mil mulheres com BDRs e 200 mil com ETFs.

Imagem: Adobe Stock

Das 15 ações com maior presença feminina nas carteiras, seis pertencem ao setor financeiro, quatro a utilidades públicas, duas a materiais básicos e as demais a petróleo, bens industriais e varejo.

A seguir, o ranking dos tickers com maior número de investidoras em fevereiro de 2026:

Ranking Ticker Nº de investidoras
1. BBAS3 276.067
2. ITSA4 234.188
3. PETR4 226.423
4. VALE3 173.371
5. BBSE3 135.733
6. TAEE11 111.194
7. CXSE3 110.418
8. ITUB4 106.406
9. BBDC4 105.396
10. KLBN4 102.897
11. MGLU3 96.501
12. WEGE3 94.546
13. SAPR4 84.148
14. CPLE3 83.673
15. CMIG4 83.406

Os dados retratam um crescimento consistente da participação feminina na renda variável da B3 e mostram perfis demográficos e geográficos da base de investidoras.

Com informações de Borainvestir.b3