Micron entra no clube dos US$1 trilhão em dia de recordes em Wall Street

Semicondutores lideram alta; S&P 500 e Nasdaq registram máximas enquanto investidores celebram avanço em chips de alto desempenho

A ação da Micron saltou cerca de 19% e levou a fabricante de memórias a ultrapassar US$1 trilhão em valor de mercado pela primeira vez. O gatilho foi a elevação do preço-alvo do banco UBS, que subiu de US$535 para US$1.625, reavivando o apetite por papéis ligados a semicondutores. No mesmo dia, o S&P 500 e o Nasdaq fecharam em níveis recorde, com ganhos concentrados nas empresas de tecnologia e fornecedores de componentes.

O que moveu o mercado — e o que fica em aberto

O rali foi sustentado por expectativas de forte demanda por chips destinados a data centers e aplicações avançadas, que beneficiam fabricantes de memória e processadores. A temporada de resultados também ajudou: balanços corporativos robustos e revisões de lucro elevaram a confiança, com estimativas mais otimistas para o crescimento das receitas do primeiro trimestre em relação ao mês anterior, segundo dados de mercado.

Ao mesmo tempo, preocupações geopolíticas no Oriente Médio não sumiram, mas foram parcialmente ofuscadas pelo fluxo de notícias positivas do setor de tecnologia. Autoridades citaram conversas diplomáticas em andamento que podem reduzir tensões no curto prazo, enquanto investidores redirecionam parte do capital para grandes ofertas públicas esperadas de empresas privadas de tecnologia.

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O movimento da Micron simboliza uma mudança de força dentro do mercado: setores cíclicos deram espaço a apostas em hardware crítico para infraestrutura digital. Riscos políticos e variações nas estimativas de lucro permanecem no radar, mas, por ora, o mercado optou por valorizar crescimento e inovação em chips — um fator que reordenou líderes de alta neste pregão.